MOÇÃO DE REPUDIO, EDUCAÇÃO DO CAMPO DIREITO NOSSO DEVER DO ESTADO

Pastoral da Juventude Rural – PJR

   Diocese de Crateús-Ce

Moção de repúdio

              Os movimentos e pastorais sociais dos Sertões de Crateús e Inhamuns, região noroeste do Estado do Ceará, congregados à Associação Escola Agrícola de Ipueiras (AEFAI), que há quase uma década vem trabalhando incansavelmente para ver efetiva uma EFA em Ipueiras. Projeto esse, demanda antiga dos movimentos sociais, proposta pela já mencionada Associação ao Governo do Estado do Ceará que, para tanto, obteve financiamento do Governo Federal para a construção da estrutura física, com o compromisso de financiamento por 20 anos.

                 Entendemos as dificuldades do Estado em vários aspectos na implantação da primeira Escola Família Agrícola da Rede Pública Estadual, porém, é inaceitável o que presenciamos neste mês de agosto, que por ocasião da decisão do Governo de inaugurar a referida unidade escolar, a contratação de servidores: vigilantes e auxiliares de serviços gerais, bem como a lotação de um coordenador escolar e 4 professores, sem a observância mínima se os mesmos conhecem a metodologia e proposta de trabalho adotada nas EFA’s.

                Assim, enfatizamos que algo que começa errado jamais pode dar certo, pois o sonho, a idealização e finalmente a execução do projeto e construção da EFA Padre Eliésio dos Santos, tão almejada pelas famílias dessa região, não pode servir de acordo espúria entre as oligarquias locais, não pode ser “sequestrada”. Tais ações comprometem totalmente a missão da Escola, assim, solicitamos providências urgentes para assegurar o cumprimento do objetivo da estrutura financiada e construída. Por isso, fazemos este apelo, um grito por socorro, acreditamos na EFA que sonhamos!

            Desse modo, não aceitaremos, jamais, uma coordenação escolar e docentes biônicos que, impostos a esta EFA, possam afastar as famílias, a comunidade, as organizações da sociedade civil e a própria Associação deste projeto. Sendo assim, também não compactuamos com uma seleção de alunos conduzida por tão desmantelada composição. Diante de tal questão, nos resta denunciar e repudiar tão lamentável situação.

Educação do campo é direito, não esmola!

Fora oportunistas e aproveitadores!

Queremos uma EFA de verdade!

Emitem a moção conjuntamente:

Coordenação da PJR da Área Pastoral de Sucesso;
Coordenação da PJR da Paróquia de Ararendá;
Coordenação da PJR da Paróquia de Independência;
Coordenação da PJR da Paróquia de Ipueiras;
Coordenação da PJR da Paróquia de Nova Russas;
Coordenação da PJR da Paróquia de Novo Oriente;
Coordenação da PJR da Paróquia de Quiterianópolis;
Coordenação da PJR da Paróquia de Tamboril
Coordenação Diocesana da PJR da Diocese de Crateús;
Comissão Diocesana da PJR da Diocese de Crateús;
Articulação da PJR do Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará).

Anúncios

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AS COMPANHEIRAS E AOS COMPANHEIROS EM GREVE DE FOME EM BUSCA DE JUSTIÇA NO STF

A Pastoral da Juventude Rural (PJR) vem prestar solidariedade as companheiras e aos companheiros da Via Campesina Brasil, Zonália Santos, Rafaela Alves, Jaime Amorim, Vilmar Pacífico, Frei Sérgio Gorgen e Luiz Gonzaga (Gegê), da Central dos Movimentos Populares (CMP). Que se encontram em greve de fome como um ato de coragem e de enfrentamento na busca pela retomada da democracia, justiça no STF, assim denunciando a retirada de direitos, o aumento criminoso e vertiginoso da fome, e diversos retrocessos no governo ilegítimo de Michel Temer, além disso, em luta pela liberdade do companheiro lula.

Essa denuncia feita contra a volta da fome no país, pode também ser analisada a partir das distintas fomes que os povos do campo vêm sofrendo nesses últimos anos, como o aumento da violência, extermínio das juventudes, fechamento das escolas do campo, a falta/desmonte das políticas agrárias, entrega do patrimônio nacional com a venda do Pré Sal, além da fome por democracia.

            Esse sacrifício que vem sendo protagonizado por cada um e cada uma de vocês, nos mostra o compromisso com a luta popular e com a defesa da liberdade dos povos, renovando nossas energias para a construção do projeto popular.

Nós, a juventude camponesa, nos sentimos representados e encorajados a partir do ato de rebeldia da greve de fome, pois a mesma nos mantém motivados para que continuemos firmes e em luta permanente. Estamos juntas e juntos nessa luta e que sigamos guiados pela mãe Gaia.

“Saber esperar sabendo e ao mesmo tempo forçar as horas daquela urgência que não permite esperar…”

Dom Pedro Casaldáliga

Recife, 05 de Agosto de 2018.

Mais registros!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Juventude do Campo e da Cidade de todo o canto do país na defesa do direito a água

“ Água e Energia não são mercadorias.”

O Grupo de Juventude de Teatro do FAMA( Fórum Alternativo Mundial da Água), de vários Movimentos Populares de 14 Estados do país estiveram presentes nesse domingo (04) no Bazar Vermelho da Companhia Burlesca, que aconteceu no Eixo Norte, Brasília-DF. Através de intervenções e muita música os jovens levaram a mensagem de luta contra a privatização e mercantilização dos recursos hídricos brasileiros.

                Contrapondo o FMA (Fórum Mundial da Água), onde o governo golpista de Michel Temer se reunirá entre os dias 17 e 22 de março, juntamente com grandes corporações transnacionais, como a Nestlé, Ambev e Coca-Cola, com o objetivo de negociar a privatização da água do país, estará acontecendo o FAMA, onde Movimentos Populares, Sindicatos e ONGs se reuniram em defesa da água.

 

Postado por Comunicação da PJR

 

MPA faz Greve de Fome na Capital Federal contra a Reforma da Previdência

Camponeses do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) iniciam hoje, 5 de dezembro, Greve de Fome na Câmara dos Deputados Federal em Brasília como forma de repúdio a Reforma da Previdência que assombra os trabalhadores do campo e da cidade, e que poderá ser votada a qualquer momento.

840a03c4-41c6-4c47-b31c-7d69b160f6b2-300x200
Para o MPA a Greve de Fome significa que alguns passarão fome por alguns dias para evitar que muitos passem fome uma vida inteira

                 As recentes notícias da proposição do relator da Reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), de retirar os trabalhadores rurais da proposta encaminhada para votação é mentira e a não votação da reforma na Câmara do Deputados não desmobilizou os trabalhadores, diante disso o Movimento segue somando nas atividades da Frente Brasil Popular em todo o País. “Para o MPA a Greve de Fome significa que alguns passarão fome por alguns dias para evitar que muitos passem fome uma vida inteira”, afirma Bruno Pilon.
O MPA reafirma sua posição contrária a Reforma da Previdência, posição essa expressa por todas as organizações do campo e da cidade que de fato defendem os interesses da Classe Trabalhadora. “Nem a aparente retirada dos rurais da Reforma Previdenciária nos fará retroceder a luta, essa é uma Luta de Classe. Se nossos irmãos e irmãs urbanos serão atingidos também seremos, vamos nos manter firmes para barrar esses retrocessos”, aponta Pilon.

28e6d905-e4da-428b-8635-e175a655b8b9-300x200
Frei Sergio Görgen, Josi Costa e Leila Denise Meurer iniciaram ato nesta manhã, junto à Câmara dos Deputados

              Os camponeses e camponesas que estão fazendo a Greve de Fome – Frei Sergio Görgen, Josi Costa e Leila Denise Meurer – sabem do desafio que é imposto a privação de se alimentar, mas visto o nível de retirada de diretos que se encontra é uma das ações que estão dispostos a fazer para contribuir com a derrocada dessa Reforma, esse é um aviso prévio das ações que eles irão executar caso essa Reforma venha a ser votada.
O Movimento não aceita a manobra do governo golpista e assegura que irá cerrar fileiras junto com todos os companheiros e companheiras urbanos e rurais, junto com suas entidades de Classe para barrar esta votação e derrotar a reforma na Câmara do Deputados.

 


Informações:
Adilvane: (61) 9 9996 4391 WhatsApp (49) 9 9916 5897
Neudi: (11) 948172567

Publicado Originalmente: SITE DO MPA

Carta em defesa da posição histórica do Brasil sobre offsets florestais

Ao Excelentíssimo Senhor
José Sarney Filho
Ministro do Meio Ambiente
Ministério do Meio Ambiente
República Federativa do Brasil

Ao Excelentíssimo Senhor
Embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho
Subsecretário-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia
Ministério das Relações Exteriores
República Federativa do Brasil
 Brasília, 11 de julho de 2017

 

Ao longo dos 23 anos de existência da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, muitas propostas surgiram como solução à crise climática. A inclusão das florestas em mecanismos de compensação de carbono (offsets) é uma dessas. Desde que as primeiras propostas sobre o tema foram apresentadas, inúmeras organizações e movimentos sociais, ONGs, representantes de povos indígenas, povos e comunidades tradicionais no Brasil e no mundo vêm apontando preocupações e denunciando o que se convencionou em chamar de falsa solução à crise do clima.

Continue reading “Carta em defesa da posição histórica do Brasil sobre offsets florestais”

CNBB lança nota em solidariedade ao Cimi e com críticas à CPI da Funai

Indiciamento de mais de 70 pessoas, entre eles missionários, é visto como uma tentativa de intimidação

Redação

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

22 de Junho de 2017

Indígenas acompanham eleição da mesa da CPI da Funai e Incra - Créditos: Antonio Cruz/Agência Brasil
Indígenas acompanham eleição da mesa da CPI da Funai e Incra / Antonio Cruz/Agência Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, nesta quinta-feira (22), uma nota em solidariedade ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi). A entidade se viu envolvida em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em tal iniciativa parlamentar, o relatório final, aprovado no mês de maio, pediu o indiciamento de mais de 70 pessoas, entre indígenas, antropólogos, servidores e gestores públicos, além de professores universitários e membros de organizações não governamentais; entre eles, membros do Cimi.

De acordo com a nota da CNBB, as acusações recebidas pelo conselho indigenista são “infundadas e injustas”. “O indiciamento de missionários do Cimi é uma evidente tentativa de intimidar esta instituição tão importante para os indígenas, e de confundir a opinião pública sobre os direitos dos povos originários”, avalia o texto. O conselho permanente dos bispos destaca ainda o repúdio ao documento final da CPI e o caracteriza como “parcial, unilateral e antidemocrático”.

Outro ponto destacado pela entidade é o aumento da violência no campo no período de funcionamento da CPI da Funai e do Incra. Citando dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), a nota da CNBB aponta que, “em 2016, foram registrados 61 assassinatos em conflitos no campo, um aumento de 22% em relação a 2015”. Além disso, o texto recorda dos massacres de Colniza (MT) e Pau D’Arco (PA) neste contexto.

“É preciso que os parlamentares considerem isso ao votarem qualquer questão que tenha incidência na vida dos povos indígenas e demais populações do campo”, afirma o texto da confederação dos bispos.

Leia a nota da CNBB na íntegra:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DOS DIREITOS INDÍGENAS E DO CIMI

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 20 a 22 de junho de 2017, manifesta seu total apoio e solidariedade ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) diante das infundadas e injustas acusações que recebeu da Comissão Parlamentar de Inquérito, denominada CPI da Funai e Incra, encerrada no último mês de maio. A CNBB repudia o relatório desta Comissão que indicia mais de uma centena de pessoas: lideranças indígenas, antropólogos, procuradores da república e aliados da causa indígena, entre eles, missionários do CIMI. 

Criado há 45 anos, o CIMI inspira-se nos princípios do Evangelho. Por isso, põe-se ao lado dos povos indígenas, defendendo sua vida, sua dignidade, seus direitos e colaborando com sua luta por justiça, no respeito à sua história e à sua cultura. O indiciamento de missionários do CIMI é uma evidente tentativa de intimidar esta instituição tão importante para os indígenas, e de confundir a opinião pública sobre os direitos dos povos originários.

Em seu longo processo, a CPI desconsiderou dezenas de requerimentos de alguns de seus membros, não ouviu o CIMI e outras instituições citadas no relatório, mostrando-se, assim, parcial, unilateral e antidemocrática. Revelou, dessa forma, o abuso da força do poder político e econômico na defesa dos interesses de quem deseja a todo custo inviabilizar a demarcação das terras indígenas e quilombolas, numa afronta à Constituição Federal. São inadmissíveis iniciativas como o estabelecimento do marco temporal, a mercantilização e a legalização da exploração de terras indígenas por não índios, ferindo o preceito constitucional do usufruto exclusivo e permanente outorgado aos povos.

Chama a atenção que o aumento da violência no campo coincida com o período de funcionamento da CPI da Funai e Incra. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 2016 foram registrados 61 assassinatos em conflitos no campo, um aumento de 22% em relação a 2015. As atrocidades ocorridas em Colniza (MT) e Pau D’Arco (PA) elevaram para 40 o número de assassinatos no campo, só neste primeiro semestre de 2017. Levadas adiante, as proposições da CPI podem agravar ainda mais esses conflitos. É preciso que os parlamentares considerem isso ao votarem qualquer questão que tenha incidência na vida dos povos indígenas e demais populações do campo.

Tenha-se em conta, ainda, que as proposições da CPI se inserem no mesmo contexto de reformas propostas pelo governo, especialmente as trabalhista e previdenciária, privilegiando o capital em detrimento dos avanços sociais. Tais mudanças apontam para o caminho da exclusão social e do desrespeito aos direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores e trabalhadoras. 

Ao se colocar na defesa da vida dos povos indígenas, ao lado do CIMI e dos missionários, a CNBB o faz com a convicção de que o “serviço pastoral à vida plena dos povos indígenas exige que anunciemos Jesus Cristo e a Boa Nova do Reino de Deus, denunciemos as situações de pecado, as estruturas de morte, a violência e as injustiças internas e externas” (Documento de Aparecida, 95) que ameaçam os primeiros habitantes desta Terra de Santa Cruz.

O Deus da justiça e da misericórdia ilumine o CIMI e venha em auxílio de nossos irmãos e irmãs indígenas, quilombolas e trabalhadores e trabalhadoras do campo, cuja vida confiamos à proteção de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Deus e Padroeira do Brasil. 

Brasília, 22 de junho de 2017.

Edição: Vanessa Martina Silva

VIA BRASIL DE FATO

Lançamento de Frente Suprapartidária aumenta pressão sobre Congresso por “Diretas Já”

Voto popular é a maneira de reconciliar a nação e superar crise política vivida pelo país, diz coordenador da frente

Katia Guimarães

Brasil de Fato | Brasília (DF)

,

Coordenador da Frente das #DiretasJá, senador Capiberibe, pede mobilização por todo o país - Créditos: Lula Marques | AGPT
Coordenador da Frente das #DiretasJá, senador Capiberibe, pede mobilização por todo o país / Lula Marques | AGPT

Enquanto o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), é julgado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), parlamentares do PT, PCdoB, Psol, PDT, Rede e PSB se uniram para lançar, nesta quarta-feira (07), a Frente Suprapartidária por Eleições “Diretas Já”. O objetivo é ampliar a mobilização de movimentos sociais e da sociedade civil organizada para garantir que a pressão das ruas leve o Congresso Nacional a aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que garanta a votação popular caso o presidente da República saia do cargo.

Para o coordenador da Frente, senador João Capiberibe (PSB-AP), só o desejo popular pode garantir as eleições diretas. “Já existe um movimento muito forte no sentido de convencimento para construir uma maioria, mas para isso, precisamos de uma mobilização da sociedade. Se não houver uma ampla mobilização em torno de uma única bandeira, nós não vamos conseguir sensibilizar o Congresso”, afirmou.

Uma das estratégias traçadas é envolver assembleias legislativas, câmaras de vereadores, sindicatos e entidades civis nos estados para fazer o movimento descer e conscientizar a população. Por isso, o senador fez um apelo aos apoiadores da Frente Suprapartidária para “espalhar” a mobilização com a formação de comitês locais. “Vamos formar comitês das ‘Diretas Já’ para que eles venham bater na porta dessa Casa e exigir que o Congresso tome rumo”, exaltou.

Parlamentares gritam “Fora Temer” durante lançamento da Frente | Foto: Mídia Ninja

Na avaliação de Capiberibe, o voto popular é a maneira de reconciliar a nação brasileira e superar a crise política vivida pelo país. “O governo Michel Temer está esgotado, não existe mais, ele passa os dias tratando de estratégia para se defender na Justiça, responde a vários inquéritos, está sendo investigado, é o suspeito número um da República”.

“A única alternativa que consideramos viável para a sociedade brasileira é a eleição direta”, reforçou. De acordo com o senador, já há um movimento no Parlamento para o convencimento de deputados de partidos da base aliada do governo Temer a aderirem às “Diretas Já” e, em sua visão, o movimento pode crescer com a pressão das ruas.

Em sua fala, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), fez uma alerta de que é preciso desmistificar a versão de que aprovar as eleições diretas seria mais complicado e demorado do que indiretas: “O tempo que vai demorar para votar a PEC é o mesmo para regulamentar a eleição indireta”, disse.

Contra as reformas

No evento, que também contou com a participação de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e outras entidades, também houve veemente protesto contra as reformas previdenciária e tributária e demais medidas impopulares e desastrosas para o país já adotadas pelo governo Temer.

Em seu discurso, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu não só as diretas, mas a realização de um referendo popular para revogar essas medidas. Requião ainda exortou a Frente Suprapartidária a aumentar a mobilização em torno da Greve Geral marcada para o dia 30 de junho, já que a paralisação irá reforçar o apelo por eleições diretas.

PEC das Diretas Já

Atualmente, a Constituição só admite eleição direta para suprir a vacância do vice e presidente da República se isso ocorrer nos dois primeiros anos de mandato. Se eles ficarem vagos nos dois últimos anos do mandato presidencial, o texto constitucional determina a convocação de eleição indireta, em 30 dias, para que o Congresso Nacional escolha os novos presidente e vice-presidente da República que deverão concluir o mandato em curso. A eleição indireta para escolha do presidente da República está prevista no Artigo 81 da Constituição mas, a sua regulamentação ainda não foi feita.

A PEC 67/2016 do Senado, que está mais adiantada em sua tramitação, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Relatada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a proposta determina a realização de eleição direta para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância desses cargos nos três primeiros anos do mandato presidencial.

Na Câmara, a PEC 227/2016, do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que prevê eleições diretas, exceto nos seis últimos meses do mandato, está parada na CCJ da Casa, após duas tentativas de votação. A oposição pretende votar a matéria na próxima semana.

Para ser aprovada pelo Congresso, uma emenda constitucional precisa ser votada em dois turnos, com intervalo de cinco sessões entre uma e outra votação, e por três quintos dos parlamentares, após dois turnos de discussão (1º turno tem cinco sessões e 2ª turno tem três sessões) – 49 votos no Senado e 308 votos na Câmara.

Edição: Vanessa Martina Silva

Via BRASIL DE FATO

TERRA SAGRADA

Camacan é uma cidade do sul baiano bem próxima ao sertão (fica a 67 km de Potiraguá). Fundada em 1961, foi uma das maiores produtoras de cacau do país na década de 70, mas entrou em declínio 20 anos depois por causa da praga “vassoura de bruxa” que dizimou as plantações.

Também é conhecida por causa da violência no campo e conflitos de terra. Um novo confronto parece ser iminente após o quarto despejo das 36 famílias do assentamento Terra Sagrada Guanabara I, realizado ontem (1º de junho). Os agricultores, que recuperaram a mata nas margens do rio Pardo e tornaram a propriedade produtiva, divulgaram a “Carta de Luta e Resistência do Nosso Povo!”, pedindo ajuda aos governos federal e estadual.

O coordenador da Pastoral Rural da Juventude e colaborador de site Meus Sertões, Joabes R. Casaldáliga, passou quatro dias no local e conta esta história através de vídeos e fotos que produziu no local.

despejo-1-768x558
Sem-terra esperam barco para levá-los para uma ilha do município de Mascote (BA)
“Pude acompanhar a movimentação nos dias que antecederam o despejo. Conversei com crianças, jovens, adultos e idosos e registrei seus sentimentos e angústias. Vivenciei a dor de quem tem que deixar sua plantação, criação e amargar prejuízos Trago comigo somente a esperança, que Deus e os “encantados” do rio Pardo (como crê Jucélia, a líder do assentamento) os protejam”.

As famílias despejadas foram para uma ilha do rio Pardo no distrito de São João do Paraíso, em Mascote (BA). No entanto, esperam voltar.

JUCÉLIA, A LÍDER DO GRUPO
MARINALVA E VALCI ALVES CAMBRA, AGRICULTORAS
MARINILZA, QUATRO DESPEJOS E AMEAÇAS
SUPOSTOS JAGUNÇOS
VAQUEIROS ESPIÕES E ROUBO DE GANSOS

VIA SITE: Meus Sertões

FBP realizou seminário em Porto da Folha/SE

A Frente Brasil Popular – PBP de Porto da Folha/SE realizou no dia de hoje (26) de Maio, um Seminário para debater a situação sócio-econômica, ambiental e as políticas públicas para o município de Porto da Folha, a iniciativa partiu do deputado federal João Daniel.

A FBP apresentou um plano de estruturação hídrica e produtiva para o campesinato do município.

Estiveram presentes órgãos federais, estaduais e municipais, tais como: INCRA, Embrapa, Banco do Nordeste, ENDAGRO, Secretaria de Estado da Agricultura de Sergipe, Secretaria Municipal de Agricultura e Câmara Municipal de Vereadores da cidade e representantes da Pastoral da Juventude Rural -PJR, que atua no município através de grupo de base. E também o Deputado João Daniel.

Depois do debate foram tirados encaminhamentos e direcionamentos a serem seguidos, com o objetivo de colocar o plano em prática.

WhatsApp Image 2017-05-26 at 12.20.30

Informações repassadas por um militante da PJR Sergipe

%d bloggers like this: