CARTA CONVITE: PASTORAL DA JUVENTUDE RURAL (PJR) BAHIA

Alumiado e guiado pela luz do camponês de Nazaré, com a força da mística da nossa juventude camponesa, das comunidades tradicionais onde estão inseridas, cantando sua mística, plantando sua terra, cuidando do espaço sagrado (a mãe terra). Espaço onde nossas raízes se fazem luta, convivência contextualizando a realidade de cada jovem mulher e cada jovem homem.
Com espírito de um novo tempo, tempo este que requer de nós luta e muita reflexão para pautarmos nosso espaço como prioridade na atual conjuntura que vivemos, com tantas propostas nascendo neste tempo onde não vemos muita luz num horizonte próximo. Isso requer de nós olharmos o horizonte, com um olhar especial aos povos tradicionais, as comunidades, a juventude do campo, que serão aqueles/as os mais atingidos por este modelo capitalista pautando retirada de direitos.
Com o olhar e sobre as luzes do Senhor Bom Jesus da Boa Vida, com a doçura e protegidos com o manto sagrado da nossa mãe, Nossa Senhora da Soledade, padroeiro/a, que iremos nos reuni na cidade de Cordeiros, semiárido do sudoeste da Bahia, nos dias 29 e 30 para dialogarmos com as juventudes do campo e da cidade, no primeiro encontro regional da Pastoral da Juventude Rural (PJR). Encontro que tem o objetivo de formação e articulação com as bases.
Fé, luta e mística, elementos essenciais para acolhermos as juventudes das comunidades rurais e urbanas que virão. Fé, porque acreditamos na luz de Cristo para nosso caminhar inspirado pelo Evangelho. Luta, porque cremos em dias melhores que só acontecerá com a força da nossa juventude dialogando num projeto de sociedade popular e unitário. Mística, porque somos filho da mãe terra e acreditamos no encanto, na reza, na devoção popular que inspira-nos avançar cantando alegres.
Venham! Tragam luzes, alegrias, tragam o que a juventude tem de melhor… seus encantos, tragam seus cantos para cantar!
PJR, MÍSTICA, LUTA E RESISTÊNCIA!

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MOÇÃO DE REPUDIO, EDUCAÇÃO DO CAMPO DIREITO NOSSO DEVER DO ESTADO

Pastoral da Juventude Rural – PJR

   Diocese de Crateús-Ce

Moção de repúdio

              Os movimentos e pastorais sociais dos Sertões de Crateús e Inhamuns, região noroeste do Estado do Ceará, congregados à Associação Escola Agrícola de Ipueiras (AEFAI), que há quase uma década vem trabalhando incansavelmente para ver efetiva uma EFA em Ipueiras. Projeto esse, demanda antiga dos movimentos sociais, proposta pela já mencionada Associação ao Governo do Estado do Ceará que, para tanto, obteve financiamento do Governo Federal para a construção da estrutura física, com o compromisso de financiamento por 20 anos.

                 Entendemos as dificuldades do Estado em vários aspectos na implantação da primeira Escola Família Agrícola da Rede Pública Estadual, porém, é inaceitável o que presenciamos neste mês de agosto, que por ocasião da decisão do Governo de inaugurar a referida unidade escolar, a contratação de servidores: vigilantes e auxiliares de serviços gerais, bem como a lotação de um coordenador escolar e 4 professores, sem a observância mínima se os mesmos conhecem a metodologia e proposta de trabalho adotada nas EFA’s.

                Assim, enfatizamos que algo que começa errado jamais pode dar certo, pois o sonho, a idealização e finalmente a execução do projeto e construção da EFA Padre Eliésio dos Santos, tão almejada pelas famílias dessa região, não pode servir de acordo espúria entre as oligarquias locais, não pode ser “sequestrada”. Tais ações comprometem totalmente a missão da Escola, assim, solicitamos providências urgentes para assegurar o cumprimento do objetivo da estrutura financiada e construída. Por isso, fazemos este apelo, um grito por socorro, acreditamos na EFA que sonhamos!

            Desse modo, não aceitaremos, jamais, uma coordenação escolar e docentes biônicos que, impostos a esta EFA, possam afastar as famílias, a comunidade, as organizações da sociedade civil e a própria Associação deste projeto. Sendo assim, também não compactuamos com uma seleção de alunos conduzida por tão desmantelada composição. Diante de tal questão, nos resta denunciar e repudiar tão lamentável situação.

Educação do campo é direito, não esmola!

Fora oportunistas e aproveitadores!

Queremos uma EFA de verdade!

Emitem a moção conjuntamente:

Coordenação da PJR da Área Pastoral de Sucesso;
Coordenação da PJR da Paróquia de Ararendá;
Coordenação da PJR da Paróquia de Independência;
Coordenação da PJR da Paróquia de Ipueiras;
Coordenação da PJR da Paróquia de Nova Russas;
Coordenação da PJR da Paróquia de Novo Oriente;
Coordenação da PJR da Paróquia de Quiterianópolis;
Coordenação da PJR da Paróquia de Tamboril
Coordenação Diocesana da PJR da Diocese de Crateús;
Comissão Diocesana da PJR da Diocese de Crateús;
Articulação da PJR do Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará).

Jovens resistem no Semiárido com produção agroecológica

Do plantio até a comercialização, tudo é feito pelas famílias.

Vanessa Gonzaga

Leer en español | Brasil de Fato | Campina Grande (PB),

Essa foi a segunda etapa do Intercâmbio entre Agricultores e Agricultoras de Regiões Áridas e Semiáridas do Mundo. - Créditos: Vanessa Gonzaga
Essa foi a segunda etapa do Intercâmbio entre Agricultores e Agricultoras de Regiões Áridas e Semiáridas do Mundo. / Vanessa Gonzaga
Durante essa semana, 20 intercambistas da Guatemala, Chile, El Salvador e Honduras visitaram áreas de produção agroecológica em regiões semiáridas da Paraíba e Pernambuco. Essa foi a segunda etapa do Intercâmbio entre Agricultores e Agricultoras de Regiões Áridas e Semiáridas do Mundo. A atividade, organizada pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), em conjunto com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), tem o objetivo de promover trocas de experiências, técnicas e saberes entre agricultores e agricultoras de países da América Latina, África e Europa, que possuem regiões com clima, quantidade de chuvas e ecossistemas similares.
Em abril desse ano, 13 agricultores e agricultoras, dos 10 estados que compõem o semiárido brasileiro, visitaram experiências em El Salvador e Guatemala, países da América Central que, em conjunto com Honduras e Nicarágua, formam o Corredor Seco da América Central. A região tem semelhanças com o Semiárido não apenas geográficas, mas também nas diversas formas e métodos que as organizações camponesas criam e aperfeiçoam para produzir alimento para o gado, aumentar o plantio, e o mais importante, armazenar água da chuva para o consumo, de forma que a escassez seja evitada nas regiões.Uma das experiências que encantou a equipe de visitantes fica na comunidade Carrasco, zona rural da cidade de Esperança, que faz parte do Pólo da Borborema, no interior da Paraíba. Lia e Miguel tiveram oito filhos, mas apenas três, Delfino, Jacira e Almir, decidiram desde muito cedo ficar na terra e continuar produzindo. Delfino Oliveira decidiu ficar para continuar o trabalho dos pais e por ver na produção de alimentos uma forma de conciliar bem estar e trabalho. Denise, sua esposa, é da cidade de Ipojuca, na região metropolitana de Pernambuco e decidiu que também trabalharia com a agricultura. “Meu pai é de Pernambuco e minha mãe daqui, como meu pai morreu a gente veio para cá tem uns 10 anos”. Os dois jovens dividem as atividades de plantio, cuidado com os animais, beneficiamento e venda dos produtos.

Dando continuidade ao trabalho dos pais, Delfino e Denise expandiram e aumentaram a variedade da produção acessando uma série de políticas públicas, como o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), o Fundo Rotativo Solidário, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que destina alimentos livres de agrotóxicos e vindos da agricultura familiar para escolas públicas.

Com a contribuição desses programas, foi possível construir uma cisterna com capacidade de 52 mil litros, que garante a produção durante o ano inteiro, um biodigestor que transforma esterco de animais em gás de cozinha, que fez com que a família diminuísse muito os gastos com botijões de gás, comprados agora apenas uma vez ao ano como reserva, caso os métodos alternativos falhem, o que em três anos nunca aconteceu, e também um fogão à lenha ecológico construído de alvenaria com um mecanismo que evita que a fumaça fique dentro dos cômodos da casa e utilizando apenas madeira excedente de outras atividades da fazenda, evitando o desmatamento e contribuindo para a alimentação própria e a transformação da matéria prima produzida pela família em produtos processados.

Em apenas 2,5 hectares de um terreno íngreme e com pouco índice de chuvas, eles produzem feijão, milho, macaxeira, laranja, cajá, graviola, alface, couve e plantas medicinais, mas também fazem outros produtos a partir disso. “Além das frutas, a gente faz polpas e mel com duas variedades de abelha, a uruçu, que é sem ferrão, e a italiana. A gente tira nosso sustento todo daqui, ninguém trabalha fora”, reforça a agricultora. Com a variedade da produção, os lucros vindos têm servido para comprar mais lotes de terra e ampliar o plantio. O plantio, baseado na policultura, sem uso de agrotóxicos ou transgênicos e vendido para cidades da região vem sendo ameaçado pelo agronegócio, mas a família resiste. “O dono das terras aqui do lado é um grande proprietário. Ele vem destruindo a mata nativa para plantar capim transgênico e com veneno. Derruba toda a mata nativa, causa enxurrada e isso leva os nutrientes da terra. Isso prejudica a fertilidade do solo inteiro, inclusive do nosso. Mas mesmo assim nós conseguimos produzir durante os períodos de seca e eles não”.

Além disso, os cortes nos investimentos destinados à agricultura familiar diminuíram a renda. Com o PNAE, Delfino e Denise já chegaram a lucrar cerca de R$ 8000,00 por semestre, mas este ano o lucro diminuiu para R$ 3500,00.

Os problemas não os desanimou de continuar produzindo e resistindo. Do plantio à venda dos alimentos, tudo é feito pelo grupo, o que garante preços baixos e confiança com os clientes, que sabem a procedência de tudo que é vendido nas feiras agroecológicas organizadas em 12 cidades da região pela Associação de Agricultores e Agricultoras Agroecológicos, a EcoBorborema. Todos os alimentos vendidos nas feiras são certificados e isso gera um clima de credibilidade, não apenas com os consumidores nas feiras, mas também com órgãos institucionais. Denise, que vai à feira constantemente observa quem são seus clientes. “A gente não vende só, na feira, tem vizinho que vem andando das roças vizinhas pra comprar do nosso. Outra coisa é que na feira muitos agricultores que plantam com veneno não comem a própria produção, aí acabam comprando o nosso porque sabem que é agroecológico”. Com a Associação, a feira que acontece todas as sextas no centro da cidade tem quebrado mitos como o de que o preço dos alimentos agroecológicos é maior do que os convencionais, o que não procede, já que não há atravessadores ou revenda de produtos e tudo é vendido na própria região, sem dificuldade de transporte, impactando em preços iguais ou até mais baixos em relação aos alimentos produzidos com veneno.

A partir da troca de experiência com agricultores e agricultoras, a experiência de Delfino e Denise tem se tornado um exemplo na região de como os jovens podem ter uma alternativa ao êxodo rural e ao agronegócio, produzindo alimentos saudáveis e com grande escoamento a partir das feiras agroecológicas. Quando é questionado se deixaria a produção para viver na cidade ou trabalhar como assalariado rural, Delfino responde “Eu nasci e me criei aqui, foi naturalmente. Não saio daqui porque é a forma de valorizar tudo o que meus pais fizeram e também de produzir alimentos saudáveis não só pra gente, mas também pra quem compra”.

*A repórter viajou a convite da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

Edição: Monyse Ravenna

II Feirinha de Jovens Camponeses

No ultimo dia 18 de novembro de 2017, realizou-se a segunda experiência de uma feira organizada pelos grupos de base de jovens camponeses do município de Pinheiros-ES, com o objetivo de angariar recursos para a juventude camponesa e conscientizar as pessoas dos cuidados com a vida e a natureza visando o bem comum.

O evento reuniu 275 pessoas entre jovens e membros das comunidades vizinhas que prestigiaram atrações, como a celebração da palavra, danças culturais, comercialização de produtos orgânicos e artesanais e uma emocionante mística de encerramento.

As atividades desenvolvidas pelos jovens nos grupos de base de Pinheiros-ES demostra à população, as dificuldades enfrentadas na região e a busca dessa classe por melhores condições de vida, respeito e reconhecimento que são os aspectos que toda a família Pastoral da Juventude Rural – PJR almeja.

Postado por Comunicação Nacional da PJR

PJR realiza debate sobre a realidade de jovens do campo na Efasa – Pedro II/PI

As(os) Educandas(os) da Escola Família Agrícola Santa Ângela (Efasa) receberam o trabalho de apresentação e mística da Pastoral da Juventude Rural (PJR) no último dia 3 de novembro. O momento contou com a animação de Gilvan Santana e do William Feitosa Junior. A realidade da juventude do campo, lutas, trabalho e formação foram temáticas abordadas no dia. Continue reading “PJR realiza debate sobre a realidade de jovens do campo na Efasa – Pedro II/PI”

Construindo caminhos com a Juventude do Campo, através da Formação

Teve inicio na noite de hoje (14) e indo até o dia (16) domingo na Região do sertão do Pajeú em Pernambuco, a Escola Regional de Formação da Juventude Camponesa da Pastoral da Juventude Rural – PJR, tendo como homenageado Dom Francisco Austragésilo, que foi Bispo na Diocese de Afogados da Ingazeira/PE, Diocese onde esta sendo realizada esse momento de formação com a juventude do Campo. Continue reading “Construindo caminhos com a Juventude do Campo, através da Formação”

XVII Assembleia Diocesana da Pastoral da Juventude Rural PJR: Espiritualidade e Identidade na Caatinga

A história ninguém deterá. É rio que corre pro mar. Ninguém vai nos calar, nos calar!
(Zé Vicente)

 

Entre os dias 30 de junho, 01 e 02 de julho, foi realizada a XVII Assembleia Diocesana da Pastoral da Juventude Rural – PJR da Diocese de Crateús/CE, na comunidade Gavião, Quiterianópolis. E que contou com a participação de 120 pessoas dos municípios de Tauá, Parambu, Quiterianópolis, Novo Oriente, Crateús, Independência, Nova Russas, Ipueiras e Ararendá. Foi uma ocasião de avaliarmos a caminhada, conhecer as atividades da comunidade de Gavião, que contam com a participação de jovens, aprofundar a nossa Identidade e Espiritualidade (jovens camponeses/as da Caatinga). Contamos com a visita de nosso bispo diocesano de Crateús Dom Ailton Menegussi, contamos com a assessoria da companheira Iris do Movimento dos Trabalhadores Rural Sem Terra (MST-CE) para fazer a analise de conjuntura do Brasil e da América Latina de uma forma geral. Roginaldo contribuiu nas sistematizações das temáticas desenvolvidas. O padre Géu assumiu o tema sobre Juventude e Identidade, já o Pe. Machado o tema Espiritualidade Juvenil na Caatinga.

As atividades realizadas por várias famílias de Gavião e outras partilhadas por nós, mostram que é possível a vida e a educação de qualidade no semiárido, com alegria, integrando jovens e, com eles/as, sonhando e criando perspectivas por aqui. Refletimos e vivenciamos dias densos de espiritualidade, alegria e convivência fraterna. Mas, vimos que se faz necessário aprofundar, sempre mais, a nossa identidade e espiritualidade, numa realidade que vai sendo urbanizada, sempre mais, e nos tornando invisíveis, destruindo o campo e a agricultura camponesa. E que é isso, que tem levado muitos/as a se negarem, a entrarem nas ondas das drogas, de tecnologias que os consomem e “novidades” religiosas que alienam a fugirem de si mesmos/as.

Voltamos às nossas comunidades, muito alegres e desejosos/as de motivar muitos outros e outras jovens, sobretudo das paróquias que não participaram. Mesmo cientes de que mais importante do que a assembleia é a caminhada do dia a dia, os processos que vamos desencadeando, as práticas que vamos desenvolvendo, com nossas famílias, decidiram que a próxima assembleia será em Ararendá, nos dois últimos dias de junho e 1º de julho de 2018, para reforçar-nos nesta Caminhada. Agradecemos a Deus pela comunidade de Gavião e todas as pessoas que partilharam e se deram para que pudéssemos realizar essa assembleia.

Confira o vídeo de alguns momentos da XVII Assembleia

Texto: Pe. Machado-Assessor da Pastoral da Juventude Rural da Diocese de Crateús/CE

Semana de Meio Ambiente

               Os recursos da terra estão a ser depredados também por causa de formas imediatistas de entender a economia e a actividade comercial e produtiva. A perda de florestas e bosques implica simultaneamente a perda de espécies que poderiam constituir, no futuro, recursos extremamente importantes não só para a alimentação mas também para a cura de doenças e vários serviços. As diferentes espécies contêm genes que podem ser recursos-chave para resolver, no futuro, alguma necessidade humana ou regular algum problema ambiental.

                 Entretanto não basta pensar nas diferentes espécies apenas como eventuais «recursos» exploráveis, esquecendo que possuem um valor em si mesmas. Anualmente, desaparecem milhares de espécies vegetais e animais, que já não poderemos conhecer, que os nossos filhos não poderão ver, perdidas para sempre. A grande maioria delas extingue-se por razões que têm a ver com alguma actividade humana. Por nossa causa, milhares de espécies já não darão glória a Deus com a sua existência, nem poderão comunicar-nos a sua própria mensagem. Não temos direito de o fazer. Continuar lendo Encíclica Laudato SI

                  De 1 a 5 de junho é a semana do meio ambiente… uma ótima oportunidade para conversamos e desenvolver ações em prol da nossa casa comum, o material acima traz muitas informações sobre os principais problemas ambientais que enfrentamos nos dias atuais.. lembrando que ainda estamos vivendo a campanha da fraternidade desse ano , que nos convida a conhecer e cuidar da nossa casa comum, penso que seria bom realizar alguma atividade em torno dessa semana!

Material para Download: AQUI

 

Curso de Sistematização das experiências em Agroecologia – NEA Cajuí do Norte do Piauí

Entre os dias 22 a 24 de maio ocorreu na cidade de Parnaíba, O curso de Sistematização em Agroecologia da experiência do Núcleo de Estudos em Agroecologia – NEA Cajuí. O curso contou com a participação de agricultores, professores e estudantes do IFPI, UESPI e EFASA e entidades parceiras: Centro Regional de Assessoria e Capacitação /CERAC, Obra Kolping, Articulação do Semiárido/ASA, Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil/REGA Brasil, Comissão Pastoral da Terra/CPT, Pastoral da Juventude Rural/PJR e Rede Nordeste dos Núcleos de Agroecologia/RENDA. Com a facilitação da Associação Brasileira de Agroecologia/ABA, o curso ocorreu através metodologias participativas, pautadas nos saberes coletivos, em que no primeiro dia após a chegada dos participantes, foram todos acolhidos por uma mística de apresentação representada por um objeto que falasse da sua história. Para que os participantes se conhecessem mais e se inteirassem sobre o processo de construção do NEA Cajuí, foi proposto pela equipe de facilitação uma Roda de Prosa em que todos contavam um pouco mais de sua trajetória dentro dos espaços de atuação em agroecologia. Desse momento, que durou toda à tarde, foi possível vivenciar e sentir as emoções e vivencias compartilhadas pelos membros da equipe NEA Cajuí. Dessa roda, destacaram-se as ações realizadas pelo grupo a exemplo da experiência dos Finais de semana agroecológicos.

Durante a noite, foi realizada uma oficina de facilitação gráfica. A ideia principal foi elaborar uma síntese visual sobre o assunto por meio de desenhos para que os participantes tenham um maior entendimento através de uma comunicação visual.

Na manhã do segundo dia, visitamos a feira agroecológica que funcionam as terças-feiras no pátio da UESPI – Campus Parnaíba, onde tomamos café da manhã. Nesse momento, possível vivenciar dos sabores e saberes produzido pelas mulheres produtoras agroecológicas, marisque iras e artesãs: Socorro (Comunidade Baixão), Helena (Boa Vista), Aparecida (Valentim) e Luiza (Tatus) dos municípios de Ilha Grande De Santa Isabel e Parnaíba.

Voltando para os trabalhos em grupo, embarcamos na metodologia do Rio do Tempo contando de forma dinâmica a historia do Núcleo. Com a contribuição de cada um dos participantes da oficina foi possível visualizar desde as dificuldades e as vitorias realizadas ou alcançadas até o momento.  Destas, se destacam a organização do I Simpósio de Agroecologia, a construção do processo da primeira atividade dos finais de semanas agroecológicos realizada na casa do Raimundo Rego, Raimundinha e Maria Débora na comunidade de Pé da Ladeira- Esperantina do Piauí. Dentre outras ações que foram de extrema importância para o fortalecimento do NEA Cajuí. A partir das ações apontadas pelos participantes do histórico do NEA foram provocados pelas facilitadoras quais as ações fariam parte do eixo de sistematização, destas foi escolhida a experiência Finais de semanas Agroecológicos, que a partir de então, através da autoria coletiva foi feito o exercício de preencher a matriz de sistematização com as ações e práticas do eixo escolhido.

No ultimo dia o plano de sistematização foi realizado através da metodologia Café com Prosa que consiste em grupos que de forma simples iam tecendo sobre as parcerias, os atores, os materiais e sua organização e as perguntas e reflexões que envolviam a construção da experiência do final de semana agroecológicos.

Ao final a oficina provocou nos indivíduos participantes o quanto é importante à comunicação interna e externamente ao NEA.

Texto e imagem

Natália Amaral – Renda

Gilvan Santana – PJR