MILITANTES DA PJR/PE, PARTICIPARAM DE CARAVANA AGROECOLÓGICA E CULTURAL DO AGRESTE PERNAMBUCANO

            De 01 a 03 de Junho, jovens da Pastoral Juventude Rural – PJR participaram da “CARAVANA AGROECOLÓGICA E CULTURAL DO AGRESTE DE PERNAMBUCO” com o tema “semeando a vida através da Agroecologia”, realizado pela Rede Nordeste de Núcleos de Agroecologia (RENDA) e pelo Núcleo Agro familiar da UFRPE/UAG junto com outras organizações, instituições, movimentos sociais e sindicais, povos Indígenas e Quilombolas que atuam no território.

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            Com a proposta pedagógica de dividir em 4 rotas na perspectiva de construir o caminho pro “bem viver”, a caravana cumpriu bem com seu objetivo de conhecer as experiências agroecológicas do agreste Pernambucano e intercambiar a troca de saberes e sabores entre as(os)  envolvidas(os)  possibilitando o fortalecimento dos agricultores e agricultoras, estudantes universitárias(os) e professoras(es) de suas praticas ressaltando a importância da conservação da Agrobiodiversidade e da mobilização.

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            Nessas rotas foram visitados assentamentos da reforma agrária, comunidades indígenas e quilombolas, que presentearam os caravaneiros com a grande diversidade de suas culturas e produções. A caravana possibilitou ver que a construção da agroecologia perpassa por as praticas locais visibilizadas por toda a sociedade, de forma que cada experiência partilhada gera fortalecimento de varias.

Texto e Imagens

Rodrigo Silva e Hérica Janaína

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Curso de Sistematização das experiências em Agroecologia – NEA Cajuí do Norte do Piauí

Entre os dias 22 a 24 de maio ocorreu na cidade de Parnaíba, O curso de Sistematização em Agroecologia da experiência do Núcleo de Estudos em Agroecologia – NEA Cajuí. O curso contou com a participação de agricultores, professores e estudantes do IFPI, UESPI e EFASA e entidades parceiras: Centro Regional de Assessoria e Capacitação /CERAC, Obra Kolping, Articulação do Semiárido/ASA, Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil/REGA Brasil, Comissão Pastoral da Terra/CPT, Pastoral da Juventude Rural/PJR e Rede Nordeste dos Núcleos de Agroecologia/RENDA. Com a facilitação da Associação Brasileira de Agroecologia/ABA, o curso ocorreu através metodologias participativas, pautadas nos saberes coletivos, em que no primeiro dia após a chegada dos participantes, foram todos acolhidos por uma mística de apresentação representada por um objeto que falasse da sua história. Para que os participantes se conhecessem mais e se inteirassem sobre o processo de construção do NEA Cajuí, foi proposto pela equipe de facilitação uma Roda de Prosa em que todos contavam um pouco mais de sua trajetória dentro dos espaços de atuação em agroecologia. Desse momento, que durou toda à tarde, foi possível vivenciar e sentir as emoções e vivencias compartilhadas pelos membros da equipe NEA Cajuí. Dessa roda, destacaram-se as ações realizadas pelo grupo a exemplo da experiência dos Finais de semana agroecológicos.

Durante a noite, foi realizada uma oficina de facilitação gráfica. A ideia principal foi elaborar uma síntese visual sobre o assunto por meio de desenhos para que os participantes tenham um maior entendimento através de uma comunicação visual.

Na manhã do segundo dia, visitamos a feira agroecológica que funcionam as terças-feiras no pátio da UESPI – Campus Parnaíba, onde tomamos café da manhã. Nesse momento, possível vivenciar dos sabores e saberes produzido pelas mulheres produtoras agroecológicas, marisque iras e artesãs: Socorro (Comunidade Baixão), Helena (Boa Vista), Aparecida (Valentim) e Luiza (Tatus) dos municípios de Ilha Grande De Santa Isabel e Parnaíba.

Voltando para os trabalhos em grupo, embarcamos na metodologia do Rio do Tempo contando de forma dinâmica a historia do Núcleo. Com a contribuição de cada um dos participantes da oficina foi possível visualizar desde as dificuldades e as vitorias realizadas ou alcançadas até o momento.  Destas, se destacam a organização do I Simpósio de Agroecologia, a construção do processo da primeira atividade dos finais de semanas agroecológicos realizada na casa do Raimundo Rego, Raimundinha e Maria Débora na comunidade de Pé da Ladeira- Esperantina do Piauí. Dentre outras ações que foram de extrema importância para o fortalecimento do NEA Cajuí. A partir das ações apontadas pelos participantes do histórico do NEA foram provocados pelas facilitadoras quais as ações fariam parte do eixo de sistematização, destas foi escolhida a experiência Finais de semanas Agroecológicos, que a partir de então, através da autoria coletiva foi feito o exercício de preencher a matriz de sistematização com as ações e práticas do eixo escolhido.

No ultimo dia o plano de sistematização foi realizado através da metodologia Café com Prosa que consiste em grupos que de forma simples iam tecendo sobre as parcerias, os atores, os materiais e sua organização e as perguntas e reflexões que envolviam a construção da experiência do final de semana agroecológicos.

Ao final a oficina provocou nos indivíduos participantes o quanto é importante à comunicação interna e externamente ao NEA.

Texto e imagem

Natália Amaral – Renda

Gilvan Santana – PJR

Rede GPR divulga resultado final concurso

Foi divulgado nesta segunda-feira, dia 30 de novembro, o resultado final do Concurso “Boas Práticas Juvenis de Convivência com o Semiárido”, realizado pela Associação da Juventude Camponesa Nordestina – Terra Livre, no âmbito da parceria com o Programa Semear (FIDA/IICA/AECID).
Cinco experiências foram premiadas e receberam um prêmio de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para fortalecerem suas ações de convivências com o semiárido e de produção agroecológia. Os grupos premiados são dos estados de Pernambuco, Bahia e Sergipe.
Clique no anexo para visualizar o resultado final do concurso.
Foto: GPR do Município de Porto Folha – Sergipe.

Lançado o Concurso nacional de Boas Práticas de Convivência com o Semiárido e de Agroecologia para os grupos GPR´s

Na próxima quinta-feira, dia 22 de outubro, começam as inscrições do Concurso de Boas Práticas de Convivência com o Semiárido e de Agroecologia dos Grupos de Resistência e Produção (GPR), que compõem a Rede GPR Brasil. Serão premiadas 5 experiências, cada uma receberá o prêmio de cinco mil reais, para ser investido no fortalecimento da experiência. Os premiados deverão devolver, em até 2 anos, 50% do valor do prêmio que fortalecerá o Fundo Rotativo Solidário da Rede GPR.

A iniciativa é uma ação do projeto “Boas Práticas Juvenis de Convivência com o Semiárido”, executado pela Associação da Juventude Camponesa Nordestina – Terra Livre e apoiado pelo Programa Semear (FIDA/IICA/AECID).

Abaixo podem ser acessados o Edital e seus anexos, qualquer dúvida podem ser esclarecidas através do correio eletrônico gprsemear@gmail.com.

RegulamentoConcurso_final

ANEXO A-Ficha de inscricão

ANEXO B -Plano de Investimento

Carta Aberta do I Encontro de Juventude e Economia Solidária

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“É no peito da Juventude que pulsa uma nova economia”                                                            

Monte Santo, 26 de abril de 2015.

Somos jovens, homens e mulheres do campo e da cidade, lideranças de comunidades e movimentos sociais, membros de empreendimentos econômicos solidários, que articulados pelo Grupo Regional de Economia Popular e Solidária – GREPS, pela Associação Regional dos Grupos Produtivos Solidários de Geração de Renda – ARESOL e pelo Coletivo de Educadores/as, nos dias 25 e 26 de abril de 2015, estivemos reunidos no município de Monte Santo-BA. Buscamos discutir a participação da juventude na Economia Solidária, tal como fortalecer o protagonismo desse setor em espaços de mobilização, articulação e proposição de políticas públicas.

Nos organizamos através de grupos produtivos solidários, Escolas famílias Agrícolas movimentos sociais e Fundos Rotativos Solidários. Valorizamos nossos produtos e nossa cultura; o respeito e a preservação da natureza e da terra. Prezamos pelo modo de trabalho organizado e coletivo que potencialize o saber local e as experiências dos agricultores e agricultoras; buscamos criar relações de parcerias com autonomia para viver uma economia solidária pautada pelo protagonismo da juventude, em diferentes espaços de organização. Queremos transformações econômicas, pautadas na autogestão dos processos econômicos, sempre com sustentabilidade ambiental, participação democrática e justiça social.

A Economia solidária representa para nós a valorização e o resgate das culturas populares, dos frutos da região, o trabalho coletivo e a revisão de pensamento na construção de uma sociedade melhor. O modo de produção cooperado, nos leva a pensar mais a viver uma vida em comum que nos oferece uma alternativa de desenvolver o espírito coletivo e a construção de uma sociedade mais justa, mais unida e solidária. Permitindo, portanto, a resistência e permanência do jovem no campo com incentivo a produção familiar e agroecológica.

Queremos que as Finanças Solidárias (fundos rotativos solidários, bancos comunitários e cooperativas de crédito solidário) seja para os jovens, uma alternativa para fortalecer a Economia Solidária, bem como, as politicas públicas de acesso a terra, água, educação contextualizada e comercialização. Assim, pensando em formas de contribuir para a expansão do movimento de Economia Solidária propomos a realização de intercâmbios que valorizem, sobretudo, o meio rural e os espaços produtivos na troca de saberes com outras experiências. Queremos a criação de espaços de formação específicos para os jovens sobre economia popular e solidária, para que a juventude possa se representar e pautar suas demandas. Nesse sentido, faz-se necessário expandir e democratizar os

meios de comunicação. Assim, devemos promover a união dos movimentos, visando a divulgação de experiências com novos multiplicadores.

Para o Governo Estadual, especificamente, Superintendência de Economia Solidária – SETRE/SESOL e Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR, solicitamos:

Criação e ampliação de politicas públicas para os jovens da economia solidária;

Criação e ampliação de politicas de comercialização dos produtos da economia solidária e fiscalização dessas politicas;

Flexibilização no acesso aos mercados formais e institucionais, para os grupos de Economia Solidária, os casos dos selos: SIM, SIE e SIF;

Criação de editais específicos de estruturação e Assessoria técnica e formação especializada para economia popular solidária;

Efetivar a fiscalização nas entidades executoras (prefeituras e escolas estaduais) do programa nacional de alimentação escolar – PNAE (In loco), sobre o cumprimento dos contratos com os empreendimentos;

Investimento de recursos financeiros para apoio às Escolas Famílias Agrícolas

A Juventude, presente nesse encontro, se coloca como protagonista da Economia Popular e Solidária e busca o fortalecimento das iniciativas de produção coletiva. Nesse sentido, apontamos para a necessidade do nosso reconhecimento como setor estratégico para ampliação e fortalecimento da Economia Popular Solidária. Queremos o reconhecimento desse documento nos espaços de construção de políticas públicas e articulação do movimento como: Fórum baiano de ECOSOL, Conselho Estadual de Economia Solidária e Conselho Estadual de Juventude.

Entidades que assinam essa carta:

IRPAA – Instituto Regional da Pequena Propriedade Apropriada;

Centro Público de Economia Solidária Litoral Sul

Associação Beneficente Josué de Castro

CACTUS – Associação de Assist. Técnica e Assessoria aos Trab. Rurais e Movimentos Populares

Fundação Esquel Brasil

PJR – Pastoral da Juventude Rural

EFASE – Escola Família Agrícola do Sertão

EFAI – Escola Família Agrícola de Itiúba

ARESOL – Associação Regional dos Grupos Solidários de Geração de Renda

GREPS – Grupo Regional de Economia Popular e Solidária

CETA – Movimento de Acampados e Assentados

MPA – Movimento dos Pequenos agricultores

Associação da Lagoa do Saco

CPT – Comissão Pastoral da Terra Centro Norte/ Bomfim

Câmara territorial de juventude Litoral Sul

COFASPI – Cooperativa de Trabalho e Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte

APPJ – Associação de pequenos produtores de Jabuticaba

AGROTERRA – Associação Baiana de Técnicos em Agropecuária e Serviços Socioambientais voltado a Agricultura Familiar

Fonte: Página da COFASPI