Juventude do Campo e da Cidade de todo o canto do país na defesa do direito a água

“ Água e Energia não são mercadorias.”

O Grupo de Juventude de Teatro do FAMA( Fórum Alternativo Mundial da Água), de vários Movimentos Populares de 14 Estados do país estiveram presentes nesse domingo (04) no Bazar Vermelho da Companhia Burlesca, que aconteceu no Eixo Norte, Brasília-DF. Através de intervenções e muita música os jovens levaram a mensagem de luta contra a privatização e mercantilização dos recursos hídricos brasileiros.

                Contrapondo o FMA (Fórum Mundial da Água), onde o governo golpista de Michel Temer se reunirá entre os dias 17 e 22 de março, juntamente com grandes corporações transnacionais, como a Nestlé, Ambev e Coca-Cola, com o objetivo de negociar a privatização da água do país, estará acontecendo o FAMA, onde Movimentos Populares, Sindicatos e ONGs se reuniram em defesa da água.

 

Postado por Comunicação da PJR

 

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II Feirinha de Jovens Camponeses

No ultimo dia 18 de novembro de 2017, realizou-se a segunda experiência de uma feira organizada pelos grupos de base de jovens camponeses do município de Pinheiros-ES, com o objetivo de angariar recursos para a juventude camponesa e conscientizar as pessoas dos cuidados com a vida e a natureza visando o bem comum.

O evento reuniu 275 pessoas entre jovens e membros das comunidades vizinhas que prestigiaram atrações, como a celebração da palavra, danças culturais, comercialização de produtos orgânicos e artesanais e uma emocionante mística de encerramento.

As atividades desenvolvidas pelos jovens nos grupos de base de Pinheiros-ES demostra à população, as dificuldades enfrentadas na região e a busca dessa classe por melhores condições de vida, respeito e reconhecimento que são os aspectos que toda a família Pastoral da Juventude Rural – PJR almeja.

Postado por Comunicação Nacional da PJR

VII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA VIA CAMPESINA: CAMPONESES DE MAIS DE 70 PAÍSES SE REÚNEM PARA CONSTRUIR SOBERANIA ALIMENTAR

Nós alimentamos nossos povos e construímos o movimento para mudar o mundo!

A VII ª Conferência Internacional da Via Campesina, o maior movimento camponês do mundo, começa hoje (19), em Derio, uma cidade tranquila na província Biscaia do País Basco e continuará até 24  de julho de 2017.
Mais de 450 representantes dos movimentos camponeses de todo o mundo se reunirão para continuar a luta contra o capitalismo e propor formas concretas de construir um mundo alternativo baseado na dignidade e na soberania alimentar.
Esta conferência, que é realizada a cada quatro anos, é uma reunião única e vibrante de movimentos camponeses e é o espaço de decisão mais importante da La Via Campesina.
” É único porque somos um movimento que é diversificado e ainda unido em nossas lutas. Somos as pessoas que trabalham na terra e alimentamos o mundo, mas nossos territórios estão continuamente atacados. Nós enfrentamos uma maior criminalização. Esta conferência é um passo em frente na internacionalização de nossas lutas, criando uma estratégia para combater as forças globais do capital e construir um movimento de mudança “, – diz Elizabeth Mpofu, uma camponesa do Zimbabwe e a Coordenadora Geral da Via Campesina.
” A Via Campesina continua a crescer. Agora temos cerca de 200 organizações. Somos um modelo político internacional ” – diz Unai Aranguren Comitê Internacional de Coordenação Internacional Membro da Via Campesina
O VII ª Conferência Internacional foi precedida pela IV ª Assembléia Internacional da Juventude (16 ° -17 ° de julho) e a V ª Assembléia Internacional da Mulher (17 th – 18 th de julho), o que deu espaço para jovens camponeses e as mulheres do movimento para Expressar seus desafios e propostas únicas nesta luta.
A Assembléia da Juventude fez eco de como eles são os mais afetados pela migração. A necessidade de movimentos sociais para investir na juventude camponesa e promover a reforma agrária que permita aos camponeses acesso e controle sobre terras e territórios, e ampliar o treinamento sobre práticas agroecológicas camponesas é hoje mais urgente do que nunca. A juventude também solidificou a ” Marcha em Defesa da Soberania Alimentar e da Mãe Terra “, organizada pelo Movimento para a Terra em Euskal Herria.
Para Kleitinho Mendes da Pastoral da Juventude Rural – PJR, a participação da juventude é fundamental no processo de construção de uma outro mundo possível, ” A rebeldia tá na essência da juventude e para construir um projeto camponês popular, temos que ter rebeldia, nosso processo histórico nos mostra isso, trazemos a resistência e a luta como modo de ser jovem”.

A Assembléia das Mulheres chamou a atenção para os casos crescentes de violência que as mulheres estão sujeitas em casa, nas fazendas e em outros países da sociedade patriarcal. Eles também se comprometeram a continuar sua luta para construir um movimento de mudança com o feminismo e a soberania alimentar.
Durante o intenso programa de quatro dias , o movimento camponês irá refletir e debater vários tópicos, incluindo Soberania Alimentar , agroecologia, redes de treinamento autônomo, direitos de migrantes, comércio, justiça climática e criminalização de movimentos sociais e construção de alianças . O projeto de Declaração da ONU para os Direitos dos Camponês e Outros Trabalhadores em Áreas Rurais – será discutida uma iniciativa da Via Campesina, que alcançou um estágio avançado de negociação no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Novas linhas estratégicas de ação serão definidas, estabelecendo o tom da luta nos próximos 4 anos, e novos membros e liderança serão bem-vindos.
No domingo, 23 de julho a Via Campesina, EHNE Bizkaia (o anfitrião e membro da organização local do movimento global no País Basco) e aliados vão marchar com camponeses locais para Bilbao em solidariedade com a luta para defender suas terras e territórios contra Grandes projetos de infra-estrutura.
Na segunda-feira, 24, visitas de campo serão organizadas para todos os participantes da conferência. Mais visitas de campo em todo o País Basco, a partir de 26 a 28 de julho de são planejadas por alguns representantes selecionados a partir das 9 regiões de La Via Campesina.

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FONTE: Via Campesina

Reedição e republicação: Comunicação da PJR

REDES SOCIAIS DA VIA CAMPESINA

* Website: http://www.viacampesina.org
* Facebook: ViacampesinaOfficial
* Twitter: @via_campesina

MILITANTES DA PJR/PE, PARTICIPARAM DE CARAVANA AGROECOLÓGICA E CULTURAL DO AGRESTE PERNAMBUCANO

            De 01 a 03 de Junho, jovens da Pastoral Juventude Rural – PJR participaram da “CARAVANA AGROECOLÓGICA E CULTURAL DO AGRESTE DE PERNAMBUCO” com o tema “semeando a vida através da Agroecologia”, realizado pela Rede Nordeste de Núcleos de Agroecologia (RENDA) e pelo Núcleo Agro familiar da UFRPE/UAG junto com outras organizações, instituições, movimentos sociais e sindicais, povos Indígenas e Quilombolas que atuam no território.

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            Com a proposta pedagógica de dividir em 4 rotas na perspectiva de construir o caminho pro “bem viver”, a caravana cumpriu bem com seu objetivo de conhecer as experiências agroecológicas do agreste Pernambucano e intercambiar a troca de saberes e sabores entre as(os)  envolvidas(os)  possibilitando o fortalecimento dos agricultores e agricultoras, estudantes universitárias(os) e professoras(es) de suas praticas ressaltando a importância da conservação da Agrobiodiversidade e da mobilização.

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            Nessas rotas foram visitados assentamentos da reforma agrária, comunidades indígenas e quilombolas, que presentearam os caravaneiros com a grande diversidade de suas culturas e produções. A caravana possibilitou ver que a construção da agroecologia perpassa por as praticas locais visibilizadas por toda a sociedade, de forma que cada experiência partilhada gera fortalecimento de varias.

Texto e Imagens

Rodrigo Silva e Hérica Janaína

Semana de Meio Ambiente

               Os recursos da terra estão a ser depredados também por causa de formas imediatistas de entender a economia e a actividade comercial e produtiva. A perda de florestas e bosques implica simultaneamente a perda de espécies que poderiam constituir, no futuro, recursos extremamente importantes não só para a alimentação mas também para a cura de doenças e vários serviços. As diferentes espécies contêm genes que podem ser recursos-chave para resolver, no futuro, alguma necessidade humana ou regular algum problema ambiental.

                 Entretanto não basta pensar nas diferentes espécies apenas como eventuais «recursos» exploráveis, esquecendo que possuem um valor em si mesmas. Anualmente, desaparecem milhares de espécies vegetais e animais, que já não poderemos conhecer, que os nossos filhos não poderão ver, perdidas para sempre. A grande maioria delas extingue-se por razões que têm a ver com alguma actividade humana. Por nossa causa, milhares de espécies já não darão glória a Deus com a sua existência, nem poderão comunicar-nos a sua própria mensagem. Não temos direito de o fazer. Continuar lendo Encíclica Laudato SI

                  De 1 a 5 de junho é a semana do meio ambiente… uma ótima oportunidade para conversamos e desenvolver ações em prol da nossa casa comum, o material acima traz muitas informações sobre os principais problemas ambientais que enfrentamos nos dias atuais.. lembrando que ainda estamos vivendo a campanha da fraternidade desse ano , que nos convida a conhecer e cuidar da nossa casa comum, penso que seria bom realizar alguma atividade em torno dessa semana!

Material para Download: AQUI

 

Curso de Sistematização das experiências em Agroecologia – NEA Cajuí do Norte do Piauí

Entre os dias 22 a 24 de maio ocorreu na cidade de Parnaíba, O curso de Sistematização em Agroecologia da experiência do Núcleo de Estudos em Agroecologia – NEA Cajuí. O curso contou com a participação de agricultores, professores e estudantes do IFPI, UESPI e EFASA e entidades parceiras: Centro Regional de Assessoria e Capacitação /CERAC, Obra Kolping, Articulação do Semiárido/ASA, Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil/REGA Brasil, Comissão Pastoral da Terra/CPT, Pastoral da Juventude Rural/PJR e Rede Nordeste dos Núcleos de Agroecologia/RENDA. Com a facilitação da Associação Brasileira de Agroecologia/ABA, o curso ocorreu através metodologias participativas, pautadas nos saberes coletivos, em que no primeiro dia após a chegada dos participantes, foram todos acolhidos por uma mística de apresentação representada por um objeto que falasse da sua história. Para que os participantes se conhecessem mais e se inteirassem sobre o processo de construção do NEA Cajuí, foi proposto pela equipe de facilitação uma Roda de Prosa em que todos contavam um pouco mais de sua trajetória dentro dos espaços de atuação em agroecologia. Desse momento, que durou toda à tarde, foi possível vivenciar e sentir as emoções e vivencias compartilhadas pelos membros da equipe NEA Cajuí. Dessa roda, destacaram-se as ações realizadas pelo grupo a exemplo da experiência dos Finais de semana agroecológicos.

Durante a noite, foi realizada uma oficina de facilitação gráfica. A ideia principal foi elaborar uma síntese visual sobre o assunto por meio de desenhos para que os participantes tenham um maior entendimento através de uma comunicação visual.

Na manhã do segundo dia, visitamos a feira agroecológica que funcionam as terças-feiras no pátio da UESPI – Campus Parnaíba, onde tomamos café da manhã. Nesse momento, possível vivenciar dos sabores e saberes produzido pelas mulheres produtoras agroecológicas, marisque iras e artesãs: Socorro (Comunidade Baixão), Helena (Boa Vista), Aparecida (Valentim) e Luiza (Tatus) dos municípios de Ilha Grande De Santa Isabel e Parnaíba.

Voltando para os trabalhos em grupo, embarcamos na metodologia do Rio do Tempo contando de forma dinâmica a historia do Núcleo. Com a contribuição de cada um dos participantes da oficina foi possível visualizar desde as dificuldades e as vitorias realizadas ou alcançadas até o momento.  Destas, se destacam a organização do I Simpósio de Agroecologia, a construção do processo da primeira atividade dos finais de semanas agroecológicos realizada na casa do Raimundo Rego, Raimundinha e Maria Débora na comunidade de Pé da Ladeira- Esperantina do Piauí. Dentre outras ações que foram de extrema importância para o fortalecimento do NEA Cajuí. A partir das ações apontadas pelos participantes do histórico do NEA foram provocados pelas facilitadoras quais as ações fariam parte do eixo de sistematização, destas foi escolhida a experiência Finais de semanas Agroecológicos, que a partir de então, através da autoria coletiva foi feito o exercício de preencher a matriz de sistematização com as ações e práticas do eixo escolhido.

No ultimo dia o plano de sistematização foi realizado através da metodologia Café com Prosa que consiste em grupos que de forma simples iam tecendo sobre as parcerias, os atores, os materiais e sua organização e as perguntas e reflexões que envolviam a construção da experiência do final de semana agroecológicos.

Ao final a oficina provocou nos indivíduos participantes o quanto é importante à comunicação interna e externamente ao NEA.

Texto e imagem

Natália Amaral – Renda

Gilvan Santana – PJR

Seminário da Frente Camponesa do Levante Popular da Juventude de Pernambuco, foi realizado em Caruaru

Estiveram reunidos de 05 a 07 de maio, no Centro de Formação Paulo Freire, no Assentamento Normandia, em Caruaru/PE, movimentos, instituições e organizações do campo Pernambucano, refletindo sobre a unidade entre o campo e a cidade.
Inicialmente foi realizada uma análise de conjuntura, do momento  atual de nosso país e os desafios da Juventude do campo e da cidade, nos fez discutir o papel da juventude camponesa na construção da unidade e o a Frente Camponesa do Levante Popular da Juventude como o espaço onde a juventude de diversas organizações do campo se encontra e se articula na construção de lutas concretas, apontando o Levante como o movimento agregador da juventude do Projeto Popular.

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Com os desafios postos, ficou encaminhado a consolidação da Frente Camponesa no Estado de Pernambuco, como prioridade das organizações, instituições e movimentos que atuam com os jovens e com as jovens do campo de Pernambuco.

Postado por Comunicação Nacional da PJR

Pastoral da Juventude Rural realiza Escola Estadual de Formação em Morro Azul, Três Cachoeiras

Entre os dias 24 a 28 de fevereiro de 2016, a Pastoral da Juventude Rural – PJR realizou a Escola Estadual de Formação, como parte do processo formativo da juventude camponesa. O encontro reuniu mais de 50 jovens, de diversos municípios do Rio Grande do Sul, alguns representantes de Santa Catarina e um jovem do espírito Santo.

Após os cinco dias de muito estudo, reflexão da caminhada da juventude camponesa, de partilha da vida, dos sonhos e das lutas do jovem na roça, os participantes adquiriram maior formação humana, amadurecimento na fé, aprofundamento da espiritualidade, e firmar a sua identidade de jovens militantes de uma pastoral social a serviço da juventude da roça.

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O grupo fez estudo da Análise de Conjuntura, com o objetivo de estudar os diversos fatos da sociedade, para que possamos compreender seu funcionamento. Conhecer a realidade, para atuar de forma mais correta. Teve como mediadores: Fabrício Raupp, Gervásio Toffoli, Leonardo Maggi, Eduardo Cardoso e Augusto Bobsin.

Os jovens também debateram sobre Agroecologia, com Cláudio Alberto dos Santos. A agroecologia, enquanto uma ciência emergente que estuda os agroecossistemas integrando conhecimentos de agronomia, ecologia, economia e sociologia. Busca desenvolver um sistema produtivo baseado nos princípios da vida, da sustentabilidade, solidariedade, a partir de um projeto agrícola socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente correto.

O padre Luciano Motti contribuiu na assessoria trazendo o tema da Campanha da Fraternidade, Casa Comum: nossa responsabilidade, bem como da Encíclica do Papa Francisco, Laudato Si’- Louvado Sejas! Trouxe a reflexão de como a fé pode contribuir para a superação da crise ecológica e como as ações das pequenas comunidades onde vivemos, podem sinalizar uma nova civilização.

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Os jovens tiveram a oportunidade de participar de diversas oficinas na tarde da sexta-feira (26), como: Saúde alternativa; Fotografia; Mística; Caldas e biofertilizantes; Música e Pintura, com a confecção da bandeira da PJR.

No sábado (27) o grupo fez visitas às propriedades agroecológicas, na Agroindústria Morro Azul e a Família Fernandes na Raposa. Neste mesmo dia, tivemos a honra de receber Dom Jaime, bispo diocesano em Osório. O mesmo reafirma a importância que a PJR tem no serviço de evangelização da juventude do campo, bem como de seu trabalho, na produção de alimentos saudáveis. Na mesma noite, a comunidade de Morro Azul, o Pe Marcelino Willrich, e a juventude celebraram uma bela missa, rica na simbologia do trabalho e da vida dos jovens camponeses. E para finalizar, o último dia foi de vivência e confraternização na praia.

Natan Fernandes, 21 anos, afirma: “Sou um jovem do campo, tenho orgulho de ser agricultor, e cuido da terra como se cuida das pessoas ao nosso redor. A PJR contribuiu para que possamos dar valor a terra, a viver com dignidade e qualidade de vida no campo”.

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PJR entrega Pauta 2016 para o Ministro do MDA

O ministro Patrus Ananias recebeu no MDA a PJR (Pastoral da Juventude Rural), no dia 25 (vinte e cinco) de Fevereiro de 2016, que apresentou a pauta de reivindicação 2016 da Juventude do campo. Ele assumiu o compromisso de apoiar a rede GPR (Grupo de Produção e Resistência) e estar presente no primeiro intercâmbio e feira nacional de sabores e saberes da juventude camponesa que acontecerá nos dias 05 a 08 de maio de 2016 contando com cerca de 1000 (mil) jovens no Centro de Formação  Paulo Freire – Assentamento Normandia Caruaru Agreste Meridional de Pernambuco.

Estando também presente na reunião a assessora de juventude do MDA Luiza Dulci e representado  coordenação nacional da PJR, Gilmara Francy-RN, Kleitinho Albuquerque-PB e Paulo Mansan-PE.

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Pauta da PJR 2016

A Pastoral da Juventude RuralPJR articula a juventude camponesa no Brasil e tem como objetivo fazer do campo um lugar com condições dignas de vida, especialmente da juventude rural. Vem atuando junto com outros movimentos sociais do campo.

Foi criada em 1983 copletando assim 32 anos. Mobilizou e mobiliza milhares de jovens camponeses até hoje. Sua coordenação é composta em sua totalidade por jovens camponeses. Está articulada em 22 Estados Brasileiros – RS, SC, PR, SP, RJ, ES, MG, BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, MA, PI, PA, TO, GO, MS, MT e RO, com mais de 2000 grupos de jovens, e destes mais de 200 vários são Grupos de Produção e Resistência – GPR.

Somos uma parcela dos 8 milhões de jovens rurais que clamam por permanecerem no campo, sendo que maior parte, segundo MDS, abaixo da linha da pobreza.

Estamos novamente exigindo os direitos da Juventude Camponesa, pqra que tenha condições de reproduzir a Agricultura Familiar Camponesa, através da pauta que segue:

 

  1. COMBATE AO AGRONEGÓCIO

    1. Defesa da soberania nacional: não entrega de terras e riquezas naturais brasileiras ao capital estrangeiro;
    2. .Alteração da matriz produtiva no campo brasileiro, e implementação da agroecologia em vista da soberania alimentar;..
    3. Incentivo ao cultivo agroecológico, vinculado ao PAA e PNAE e transformação destes programas em política de Estado;
    4. Fomento para iniciativas em economia popular e solidária, com acompanhamento técnico, contribuindo para a permanência da juventude no campo;
    5. Defesa dos biomas e repúdio aos grandes projetos.

 

 

 

 

  1. ACESSO A TERRA E GARANTIA DO TERRITÓRIO

    1. Garantir o direito de acesso a terra para a juventude camponesa tenha a partir dos 16 anos.
    2. Assentamento imediato de todas as famílias acampadas, sem deixar a juventude para o final da fila:
      • Via Reforma Agrária Popular (política principal), com desapropriação do latifúndio.
      • Via programas complementares onde for impossível realizar a reforma agrária.
    3. Fortalecimento dos Programas de acesso a terra em especial o Programa Nacional de Crédito Fundiário: aumento do teto para R$ 200 mil por projeto, sendo 0% de juros para o Nossa Primeira Terra; equiparação do rebate do NPT, para todas as regiões, igual ao do Semiárido.
    4. Revisão dos índices de produtividade para acelerar o processo de desapropriação de latifundios improdutivos.
    5. Necessidade da Regularização Fundiária, com limite de propriedade.
    6. Reconhecimento, demarcação e regularização dos território indígenas, quilombolas e fundos de pastos.
  1. ACESSO A TRABALHO E RENDA

  1. Transformar o PRONAF JOVEM em algo que funcione:
    • Limite de R$ 20.000,00;
    • Juros a 0%;
    • Idade de acesso: mínima de 16 anos e máxima de 32 anos;
    • Prazo para pagamento: 12 anos;
    • Com carência de 8 anos;
    • Com rebate de 50 % nas parcelas pagas em dia;
    • Com capacitação obrigatória e o governo deve garantir os cursos de capacitação;
    • Assistência técnica: 2% paga pelo jovem e 3% subsidiado pelo governo.
    • Quanto à distribuição territorial priorizar nordeste e norte;
    • Todos os jovens aptos da unidade familiar podem acessar este crédito.
  2. Fomento ou subsídio desburocratizado para grupos produtivas de jovens camponeses:
    • Fomento à agricultura camponesa agroecológica;
    • Fomento para estruturação da Unidade Produtiva no valor de R$ 40.000,00.
  3. Apoio a Agroecologia, via:
    • Criar áreas livres de transgênicos e agrotóxicos;
    • Fomento a processos de transição para a agroecologia;
    • Distribuição de sementes crioulas (fundo rotativo);
    • Apoio aos bancos de sementes;
    • Liberação de agentes de desenvolvimento sustentável local com formação agroecológica.
  4. Acompanhamento técnico:
    • Fortalecimento da assistência técnica publica, com a formação dos quadros na agroecologia e no cambio da concepção da assistência técnica, incluindo a sócio-ambiental;
    • Acompanhamento técnico aos grupos de produção de orientação agroecológica, especialmente aos GPRs;
    • Convênio para contratação de jovens técnicos formados na orientação da agricultura camponesa.
  5. Apoio a Agroindústria de pequeno porte:
    • Criação de legislação própria para a pequena agroindústria camponesa diferenciada da grande agroindústria.
  6. Apoio a Comercialização:
    • Incentivo a comercialização em feira livre ou parcerias (pontos de venda);
    • Apoio a venda direta produtor consumidor;
    • Criação de Mercado Popular (preço acessível para a classe trabalhadora);
    • Fortalecimento do PAA – Programa de Aquisição de Alimentos;
    • Fortalecimento do PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar;
    • Cota de 30% no PAA e PNAE para produção realizada por jovens camponeses;
    • Possibilitar que jovens camponeses comercializem no Mercado Institucional: hospitais públicos, forças armadas, …
  7. Fortalecimento da Economia Popular Solidária;
  8. Apoio para Visibilização de experiências entre jovens camponeses:
  • Seminários de socialização dos GPR;
  • Intercambio de experiências agroecológicas.

 

 

 

 

  1. EDUCAÇÃO DO CAMPO E NO CAMPO

    1. Educação de qualidade: Que a educação no campo seja “Educação do Campo”, tendo a agroecologia em seu projeto político pedagógico, e de preferência Pedagogia da Alternância;
    2. Construção de uma educação própria e apropriada do campo:
      • Projeto Político Pedagógico que respeite a atualidade da comunidade camponesa;
      • Que a vida do campo faça parte da vida curricular da escola, influindo no material didático
      • Formação dos educadores para atuarem nas escolas do campo.
    3. Escolas do campo, no campo, com estrutura de qualidade:
      • Escolas do campo bem equipadas: laboratório, biblioteca, laboratório de informática, …
      • Escolas com luz, água potável e acesso em boas condições.
    4. Que os filhos e filhas dos camponeses tenham direito à escola no campo;
      • Fortalecimento das Escolas em alternância, como as Escolas Famílias Agrícolas – EFAs, as Escolas Comunitárias Rurais e a ELAA – Escola Latino-americana de Agroecologia.
      • Apoio para a criação de Escolas em alternância, como as Escolas Famílias Agrícolas – EFA.
      • Garantia do transporte escolar levando crianças e jovens do campo para o campo e não para a cidade.
      • Não fechamento das escolas no campo;
    5. Educação do Campo em todos os níveis.
      • Escolas do Campo em todos os municípios, inclusive com ensino médio politécnico e escolas na área técnica agropecuária / agroecológica.
      • Ampliar cursos técnicos e superiores para jovens filhos de agricultores camponeses e da agricultura familiar dentro de uma metodologia própria e apropriada ao campo;
      • Ensino Superior presencial voltado para a agricultura camponesa (agronomia, agroecologia, medicina veterinária, engenharia florestal, administração e desenvolvimento rural, engenharia de alimentos, gestão ambiental, …)
      • Cotas nos cursos superiores voltados para a agricultura camponesa (agronomia, veterinária, administração rural, agroindustrial, agroecologia, engenharia de alimentos) nas Universidades e Institutos Federais, bem como Universidades Estaduais, aos jovens filhos de pequenos agricultores.
    6. Fortalecer o PRONERA e criar um PRONEAC – Programa Nacional de Educação e Agricultura Camponesa, semelhante ao PRONERA, para agricultura familiar camponesa..
    7. Capacitação para a juventude rural visando fortalecer a agricultura camponesa:
      • Formação com os jovens com temas por eles escolhidos, como: resgate da agricultura, agroecologia; organização, reforma agrária, cooperação;
      • Projetos de capacitação do jovem, utilizando o aperfeiçoando de programas já existentes como o Pró-jovem do campo, Consórcio Social da Juventude.
    8. Que o PRONATEC CAMPO, seja executado por instituições reconhecidas pelo seu trabalho junto a juventude camponesa, como as EFAs e ONGs que já desenvolvem esse, por exemplo.

 

  1. MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA NO CAMPO

 

  1. Infraestrutura básica para todas as comunidades camponesas: acesso a energia elétrica, água potável, atendimento público de saúde, acesso a meios de informação e comunicação (sinal de celular e internet gratuita), entre outros;
  2. Acesso a Infraestrutura básica:
    • Acesso à Água potável;
    • Apoio a alternativas de armazenamento da água da chuva, como cisternas de placa para as regiões secas;
    • Apoio a proteção das fontes e nascentes;
    • Acesso a Energia;
    • Manutenção das estradas rurais;
    • Acesso a Moradia via PNHR – Programa Nacional de Habitação Rural: crédito para jovens poderem construir suas casas no lote dos pais;
  3. Acesso a Cultura
  • Toda comunidade rural ter uma biblioteca de literatura básica;
  • Acesso ao Cinema na Roça;
  • Programas de apoio a grupos de teatro;
  • Criação de centros de cultura, esporte e lazer para a juventude nas comunidades rurais, promovendo, por exemplo, aulas com instrumentos musicais, práticas esportivas, danças regionais, teatro, cinema da terra, entre outras.
  1. Inclusão digital (acesso a informação)
  • Sinal de celular na roça
  • Acesso a internet gratuita

 

O QUE QUEREMOS IMEDIATAMENTE DO GOVERNO FEDERAL:

  1. Economia Solidária – Construir parceria com a SENAES para incluir 325 GPRs em parceria com a SENAES.
  2. Fomento para 386 grupos de GPR, no valor de R$ 40.000,00, para este ano;
  3. Capacitação para 3.000 jovens em vista da geração de renda nos estados (200 turmas);
  4. Contratação de 30 técnicos agrícolas, jovens, formado pelas EFAs e ELAA, para apoio aos Grupos de Produção e Resistência (isto a cada ano); 1 técnico para cada 10 grupos.
  5. Apoio a Festivais Regionais da juventude camponesa, (10) e para intercambio de experiência agroecológicas e socialização dos GPR.
  6. Apoio à Feira e Intercambio Nacional da Juventude Camponesa 800 jovens, com os eixos: (Juventude Camponesa, Economia Popular Solidária, Agroecologia Convivência com o semiárido)
  7. Apoio para as EFAS.

 Equipe de Negociação Nacional:

Paulo Mansan –   PE                 (81) – 998553121

Gilmara Francy – RN                 (84) – 991367997

Kleitinho         –       PB                 (83) – 987736754