Nota de solidariedade e apoio axs companheirxs do MPA

“Alimento para alma, a esperança de dias prósperos e de uma sociedade que se revolte contra as condições a ela imposta, e que a utopia volte a imperar no coração dos e das desacreditadxs”

A PJR – Pastoral da Juventude Rural vem a público prestar o seu apoio irrestrito aos companheiros militantes do MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores, Frei Sergio Görgen, Josi Costa e Leila Denise Meurer que desde o dia 05 de dezembro iniciaram uma Greve de Fome na Câmara dos Deputados em Brasília, em protesto contra à Reforma da Previdência.

A contra Reforma da Previdência, enviada a Câmara dos Deputados pelo governo ilegítimo e golpista de Michel Temer, que está prosseguindo desde 2016 é mais uma medida do pacote de maldades desse governo ilegítimo, que ocasionará em mais retrocessos e perdas de direitos da classe trabalhadora, sobretudo, os trabalhadores e trabalhadoras do campo.

O Projeto de Emenda a Constituição 287 ou (PEC 287), mas conhecido como Reforma da Previdência propõe ao longo do seu texto a necessidade do/a trabalhador/a contribuir durante 49 anos para se aposentar de forma integral, portanto, com todos os benefícios, além disso, exige como idade mínima para homens e mulheres 65 anos. O que na prática é um enorme absurdo, tendo em vista as condições de trabalho e expectativa de vida nas mais diferentes regiões do País.

Já no que se refere aos trabalhadores e trabalhadoras do Campo, o preceito passa a ser o mesmo, portanto, o trabalhador do campo não poderá se aposentar aos 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres), com 15 anos de contribuição. A tal Reforma pretendem que todos e todas estejam no mesmo regime de requerimento da aposentadoria, 65 anos para homens e mulheres trabalhadoras do campo e 25 anos de contribuição, o que além de não considerar todas as características e as condições de trabalho no campo, também não leva em consideração as condições financeiras das famílias camponesas para contribuir todos os meses com uma quantia em dinheiro de forma direta, como preconiza a proposta.

Desse modo, a juventude camponesa será extremamente afetada, pois terá de escolher entre trabalhar e estudar, o que já uma situação muito presente, mas que ficará cada vez mais difícil para um/a jovem camponês/a ingressar na universidade, pois terá que ingressar mais cedo no mercado de trabalho para ter as condições mínimas de se aposentar. Além disso, com o fato da contribuição individual do trabalhador/a do campo, sendo que vivermos numa sociedade patriarcalizada, tende a ter apenas uma contribuição da família, o que na sua grande maioria será a do pai, prejudicando os mais vulneráveis de sempre, ou seja, as mulheres e os jovens.

Por tudo isso, reiteramos o nosso apoio ao companheiro e companheiras do MPA que representa toda a classe trabalhadora nesse momento de luta e resistência contra esse governo golpista e esse legislativo onde poucos nos representam.

Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude Rural.

Recife/PE, 08 de Dezembro de 2017.

Postado por Comunicação Nacional da PJR

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