Igreja, presença Pastoral na promoção da dignidade humana

No encontro de hoje refletiremos sobre a Igreja, presença Pastoral na promoção da dignidade humana, que toma os pobres e excluídos como sendo seus preferidos, como fez Jesus Cristo. Diante disso somos convidados e convidadas a pensar sobre o que seja ser pastoral, e de como essa ação em consonância com a Igreja transforma a vida das pessoas.

Uma Igreja Pastoral é aquela que esta ao lado do pobres e excluídos, em constante missão, vigiando e denunciando as injustiças sociais que os acometem, e que são provocadas pelas desigualdade sociais, onde poucos detém as riquezas, em detrimento de uma massa de miseráveis, que são jogados e jagadas no poço da desesperança e da desilusão, que faz com que uns não creiam no poder transformador das pequenas ações, e ver todos os seus semelhantes como concorrentes, na busca por mais recursos, e assim tendo uma vida cada vez mais laboral e menos espiritualizada, pois não sobra tempo para esta última, pois o mercado exige do mesmo mais produção.

Assim somos designados a fazermos memória a Irmã Zilda Arns, pela tão bela ação pastoral, e também nesse leque de rememoração somos chamados e chamadas a incrementar a nossa reflexão, os nomes de pessoas da nossa comunidade, que exerceram função pastoral e ainda os que continuam prestando esse serviço em nome da fé cristã, como fez nossa querida Zilda Arns, em sua passagem pelo mundo material, trabalhando em favor dos pobres, e criando dois meios tão importantes para a preservação da vida, a Pastoral da Criança e a Pastoral da Pessoa Idosa, rememorar ela para que nos sentimos inspirados e inspiradas a continuar na luta, rompendo com as dificuldades e celebrando cada conquista, rumo a transformação de vidas, embebidas e embebidos pelo amor de Cristo.

Diante disso, temos que aprender “que é preciso tomar consciência de que há um sistema perverso, corrupto que escraviza a vida. E por isso precisamos nos unir e usar todas as nossas qualidades pessoais e coletivas como esforços a serviço da vida e da justiça”, assim o texto da Cartilha nos orienta.

A ação Pastoral como sendo “uma luta, do amor, da caridade por melhor qualidade de vida, pela instauração do Reino de Deus entre nós”, vai se ressignificando para cada um a partir de sua prática diária, e conferindo vários significados, para além dos já mencionados. Certa vez um padre da Diocese de Crateús no Ceará quando estava refletindo sobre a ação pastoral, fez a seguinte afirmação sobre a mesma, que “Pastoralidade é igual a transformação social”, por isso devemos compreender a mesma como sendo uma ação em benefício da transformação de vidas, caminhando lado a lado com o evangelho, mas enxergando no sujeito social e excluído seu objetivo de transformação, pois muitas vezes alimentamos o lado espiritual, e carecemos de alimentos materiais, e isso acaba por não refletir muito na perspectiva social de libertação da fome, da exclusão, da subalternidade e da violência. Portanto devemos trabalhar na perspectiva de libertação de todos aqueles e aquelas que se encontram excluídos e subalternizados, devido as condições degradantes do sistema capitalista, que mata e excluir, milhares de seres humanos todos os dias no mundo inteiro.

Todos nós praticamos a ação pastoral, quando nos colocamos a serviço de uma causa, e compreendemos as angustias e inflições de nossos irmãos e irmãs, e juntos com eles e elas, nos propormos a caminhar, no caminho do reino de Deus, praticando o bem e zelando por suas vidas. Portanto devemos zelar por uma Igreja, que também tome para si, as agustias sociais dos empobrecidos e excluídos da sociedade. Como fez Jesus em sua passagem entre os mortais, sendo um pastor a serviço da atividade pastoral, tendo com suas ovelhas o zelo e o cuidado para a preservação da vida. Aqui reforço mais uma vez que não se trata de arrebanhar e de negar-lhes a liberdade, a partir da metáfora ovelha, os seres humanos, mas sim de libertá-los, exercendo a função de cuidadores e zeladores da vida dos mesmos, para que elas e eles tenham vida, e que seja em abundancia.

A Pastoral da Juventude Rural- PJR, que acerca de 34 anos, vem cumprindo esse papel de evangelizar e zelar pela vida da juventude empobrecida do Campo, sentem-se cada vez mais convicta, de que a mudança só se fará, a partir da forjação de sujeitos conscientes de sua própria realidade social, por isso, é importante que os mesmos libertem-se das correntes que os prendem, a partir do senso critico, e que munidos da reflexão, como também fortalecidos e fortalecidas pelas palavras sagradas de um Jesus vivo, caminhar rumo a transformação social de suas vidas, e consequente de suas comunidades.

Portanto desejamos a todas e a todos excelentes reflexões e um ótimo encontro, desde já convidamos vocês todos e todas para lerem o texto final, que sera postado no próximo domingo (29/10).

Texto: Ytalo Lima

Material de Apoio: Cartilha da 5ª Sessão do Sínodo Diocesano

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