Militância da PJR rumo a Greve Geral de 28 de abril

Em 2017 completa 100 anos da primeira grande greve geral no Brasil, sendo assim, mais que simbólica a convocatória para a greve geral do dia 28 de abril. As motivações para greve geral naquela época são bastante parecidas com as atuais, era por aumento de salários, proibição do trabalho para crianças menores de 14 anos e de trabalho noturno para menores de 18 anos.

Historicamente o mês de abril representa para os movimentos sociais do campo, um período de enfrentamento, de memórias, de lutas e resistências ao projeto hegemônico do Capital e neste ano de 2017, em meio a uma crise política profunda e uma série de ataques brutais realizado pelo (des) governo aos direitos básicos, como a previdência e a CLT, no dia 28 de abril culminará na greve geral, (que será uma) ferramenta para derrotar a contrarreforma de Temer.

Hoje as mobilizações para a greve geral acontecem sobre a bandeira do nenhum direito a menos, Fora temer, Diretas já, para assegurar direitos garantidos ao longo da história, como os que foram conquistados em 1917 e, sobretudo, pela CLT conquistada sobre duras penas em 1943. Entre os direitos ameaçados pela contrarreforma trabalhista proposta pelo governo golpista de Michel Temer estão: o aumento da jornada de trabalho de 08para 12 horas, diminuição do tempo de almoço e, o principal ataque ao trabalhador   e trabalhadora, que é o negociado sobre o legislado,onde o trabalhador terá de negociar sozinho com o patrão, nesse caso será lógico que a decisão do patrão prevalecerá em detrimento do direito e da vontade do trabalhador.

Outra contrarreforma que irá tirar direitos básicos adquiridos pela classe trabalhadora é a reforma da previdência, que se baseia na falácia do “déficit” na previdência social, onde eles pretendem tirar de nós o direito de uma vida confortável e digna na velhice. Dessa forma, iremos nos deter há algumas propostas na contrarreforma que irão atingir diretamente a toda classe trabalhadora.

            Atualmente a aposentadoria é, por tempo de contribuição 35 anos para homens e 30 anos para mulheres, não exigindo idade mínima, a aposentadoria por idade: idade mínima de 65 anos para homens e 60 anos para mulheres; e para rurais: 60 anos para homens e 55 anos para mulheres, carência contributiva de 15 anos. Com a PEC 287 deixa de existir a aposentadoria por tempo de contribuição, já na aposentadoria por idade passa a ter a idade mínima de 65 anos homens e mulheres, passa a ser idade mínima progressiva, iguala a idade para homens e mulheres rurais, ambos terão de se aposentar por 65 anos e passa a ter carência contributiva de 25 anos (DIESE).

Nesse sentido, não se leva em consideração as condições de trabalho em que cada trabalhador e trabalhadora está submetido. Igualar a idade mínima entre homens e mulheres para se aposentar, é não levar em consideração a jornada dupla e muitas vezes tripla de trabalho da mulher. É uma contrarreforma que ameaça o campesinato inteiramente.

Primeiro que a seguridade social é uma dívida do estado com o Campesinato, segundo que nós contribuímos e muito de forma indireta, terceiro porque a nossa expectativa de vida, sobretudo, no nordeste é baixíssima, quarto a aposentadoria rural é uma política pública que diminuiu a pobreza no campo e é responsável pela melhoria na qualidade de vida no Campo. Com a PEC 287 as famílias campesinas não terão condições de todas as pessoas da casa contribuir integralmente, e tendo em vista que vivemos em um país machista e patriarcal, só o pai (chefe da casa) irá contribuir para previdência provocando assim a expulsão da juventude (e mulheres da roça), levando, consequentemente, ao fim do Campesinato.

Assim, a Pastoral da Juventude Rural – PJR, em compromisso com a missão de contribuir na transformação da sociedade assumindo a construção do Projeto Popular de campo articulado ao de sociedade, repudia todas as reformas desumanas e antissociais, que dificulta ainda mais a vida das juventudes, em especial, a camponesa. Parafraseando Raul Seixas, o dia em que a Terra parou, tem que ser o dia 28 de abril, por isso, convidamos  todas as juventudes do campo e da cidade para se organizar e fazer parte dos comitês de sua cidade e sua região.  É importante termos esclarecido que a luta dura que teremos que travar não irá se encerrar no dia marcado para greve geral. É preciso continuar, mas sem dúvida que este pode ser o dia da virada do jogo.

Portanto, convocamos toda a juventude camponesa, que será a mais afetada com essa retirada de direitos para se somar nas mobilizações e na greve geral do dia 28, pois a nossa sobrevivência como classe trabalhadora depende do nosso poder de mobilização e rebeldia,vamos parar o Brasil, derrubar o Michel Temer e toda a sua corja representada pelo Congresso Nacional, judiciário, mídia e capital financeiro, vamos lutar por eleições: diretas já!

Restabelecermos a democracia no Brasil, para construirmos um novo modelo de sociedade baseado na igualdade, inclusão das minorias como política de Estado e a juventude como força motriz desse processo.

Fora Temer! Nenhum direito a menos! PJR: mística, luta e resistência!

Texto: Militantes da PJR Brasil

Postado por Comunicação Nacional da PJR

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