PJR da Bahia realizou escola de Formação na comunidade Lages dos Negros

“Eis o meu pedido, a vida de meu povo” (Ester)

Com as luzes da força da jovem Ester que inspirou este encontro, as ancestralidades das comunidades quilombolas e Com o objetivo de fortalecer o engajamento o protagonismo e o empoderamento das jovens mulheres quilombolas, que, a Pastoral da Juventude Rural (PJR) da Bahia, realizou nos dias 8 e 9 do mês de abril o encontro de formação na comunidade quilombola de Lages dos Negros, região de Campo Formoso (Ba).

O encontro faz parte da articulação da PJR no estado com estratégias de formação de grupos de base junto às comunidades camponesas e quilombolas onde a PJR está inserida no processo de luta da preservação da cultura e da produção do conhecimento popular.

O encontro foi norteado por dois momentos fundamentais, pela amanhã tivemos uma mesa de debate juntos as varias organizações que trabalham com juventude na região, representantes de escolas rurais, poder legislativo e organismo no estado da Bahia, ainda contamos na mesa de debate com a Caritas do regional nordeste III.

Em seguida tivemos uma analise de conjuntura, que teve por objetivo fazer uma analise do atual momento politico que estamos vivendo com um olhar especial junto aos movimentos do campo visando à mulher como a mais prejudicada com os retrocessos do governo golpista.

A companheira Marli Fagundes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) nos trouxe um retrato que infelizmente não é muito bom para o campo e as mulheres quilombolas e camponesas.

Num segundo momento no período da tarde, começamos com trabalho das oficinas. As oficinas de turbantes e comunicação. A primeira com um objetivo muito claro, o resgate das culturas e estéticas das jovens mulheres camponesas e quilombolas e também incentivando as mulheres ao empreendimento onde gere renda na comunidade.

O empoderamento e o protagonismo das jovens mulheres. Também foi o foco na oficina, onde elas são constantemente vitimas da nossa sociedade patriarcal e machista dentro de nossas comunidades. A oficina foi ministrada por Dão Ferreira da cidade de Araci (Ba) onde já tem uma vasta experiência com trabalhos junto as comunidades.

A oficina de comunicação popular teve como proposta, uma comunicação que venha de fato conviver com as realidades da juventude do campo contextualizando o semiárido/campo de forma digna. O jornalista Paulo Oliveira da cidade do Rio de Janeiro, que hoje mora em Salvador e tem um trabalho no sertão com o site Meus Sertões mostrando a vida do povo e suas sabedorias, ministrou a oficina.

A PJR no estado entende colocando essa oficina que, precisamos fazer uma analise critica das mídias conservadoras e golpistas que temos. Uma mídia a serviço dos seus interesses contra o povo do semiárido e do campo no geral.

As oficinas foram até o Domingo (9) onde finalizamos o encontro com a mística final de envio e as proposta tiradas que irão nortear nossa caminhada e serem pautas no seminário estadual da PJR Bahia que iremos realizar este ano.

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Texto e fotos: Joabes Rodrigues, coordenação estadual da PJR Bahia.

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