Estudantes indígenas realizam manifestação

ESTUDANTES INDÍGENAS CONTRA O MASSACRE

Desde que as caravelas de Colombo aportaram na ilha de Dominica, o mundo indígena vem sofrendo sistemática dizimação. Algumas etnias já se extinguiram. Outras seguem resistindo à duras penas.

No Brasil são pouco mais de 300 etnias que ainda sobrevivem, lutando pela demarcação de suas terras e pelo direito de viver a sua cultura e a sua arte. Nesse processo de luta pela existência eles enfrentam a omissão do estado, a violência do latifúndio, o preconceito, a força das armas dos jagunços. Todos os dias tomba um índio em algum canto do Brasil, assassinado ou desaparecido. Mulheres são estupradas, crianças são massacradas,  e velhos e velhas são jogados no abandono.

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Mídia tradicional não divulgou, mas ato aconteceu

Desde há alguns anos os povos indígenas vem se organizando de maneira autônoma para enfrentar o latifúndio, o massacre e a omissão do estado. Em todas as línguas (são mais de 200) eles gritam, como os zapatistas, “Já Basta!” E, justamente por conta dessa força que se agiganta, a violência tem sido maior.

Nesse momento os irmãos do Mato Grosso do Sul, da etnia Guarani Kaiowá, estão sendo  trucidados porque insistem em retomar suas terras ancestrais, cuja demarcação segue parada nas gavetas governamentais. Acampados nas beiras de estradas, eles entram nas fazendas e buscam pressionar pela liberação do território. Por conta disso, são assassinados e reprimidos. Dominado pelo latifúndio, o Mato Grosso do Sul é reduto da soja e não quer saber de dar terra para índio. Tudo pela ganância do lucro.

Nós, estudantes indígenas, junto com apoiadores da causa, estamos na rua hoje para clamar: “parem de matar nossos parentes”.  Já basta de mortes e violência. Chega do massacre. Estamos dispostos a conversar, mas também estamos prontos para a luta. Os povos indígenas não serão extintos sem que a batalha seja feita.

Somos os primeiros habitantes destas terras e nosso território hoje não chega a 12% do território nacional. Exigimos a demarcação das áreas indígenas. Exigimos que cesse a omissão do governo. Pedimos a sua solidariedade. Conheça nossa história e nossa cultura. Somos desse chão, temos direito ao território e queremos viver em paz.

Contamos com vocês nessa caminhada que é de beleza e é de luta!

Que vivam os povos indígenas! Que cesse o massacre! Que se cumpram os direitos!

Por: Elaine Tavares, Jornalista. Retirado do site do IELA.

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