Inicia o I Acampamento das Juventudes do Campo e da Cidade

Hoje, 05 de setembro, o dia amanheceu mais bonito em Santa Catarina, isso porque inicia o I Acampamento das Juventudes do Campo e da Cidade. O acampamento organizado pela Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude Rural (PJR) neste ano celebram 13 anos (PJMP) e 10 anos (PJR) de história no extremo-oeste catarinense. A atividade reúne até o momento mais de 350 jovens vindos de todo o Estado SC, com representação do Amazonas e Internacional.DSC_0057

A juventude do campo e da cidade inicia seu I Acampamento com forte momento místico, conta a trajetória de lutas das duas pastorais que cumprem um papel importante na organização e formação da juventude do campo e do meio popular. Em seguida foi composta a mesa com representantes das organizações aliadas das pastorais: Aline Oliveira do Grupo de Percussão Uniba, Jone Braga da PJMP Nacional, Jilson Souza da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular (APAFEC), Naira Lourenço do Movimento Negro – AFRODESMO, Daniele Casagrande da PJR, Pedro Pinheiro da PJMP, Rudinei Cenci do Movimento Atingidos por Barragens (MAB), Padre Reneu Zortea da Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Maria Carmem Vieiro do Movimento das Mulheres Trabalhadoras Urbanas (MMTU), Letícia Pereira do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Fabiano Baldo do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Priscila de Oliveira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Num momento em que marca a história da juventude o membro da coordenação da PJMP e PJR, Pedro Pinheiro, fala sobre a luta das pastorais, que se estende há mais de 13 anos. Segundo ele, a luta começou na igreja, em um momento onde se viu a necessidade de sair desta instituição e ir para a rua, para lugares onde a juventude ainda não havia ido, colocando suas pautas e discutindo temas como a agroecologia, a criminalização das juventudes pobres, das periferias. “A juventude precisa sair da igreja e ir pra rua, juntar mais gente para fazer luta concreta”, afirma Pedro. Neste contexto se organizou o grupo de jovens Sepé Tiarajú, o primeiro grupo de massa de São Miguel do Oeste, que hoje é a PJMP. O grupo avançou e hoje existem outros diversos grupos na região, que avançam pelo campo e pela periferia.

O acampamento

A programação da atividade contempla a Mesa de Abertura do Acampamento, momento que foi realizado nesta manhã. Na tarde a Análise de Conjuntura da Luta da Juventude será conduzida pela professora do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Ana Carolina Caridá. Momento em que a juventude poderá debater o tema seguida de socialização conjunta. A noite terá momento de celebração e atividades culturais.

No segundo dia do acampamento, 6, será trabalhado a História da PJMP e PJR e a mesa de debate, será sobre o tema do Grito dos Excluídos deste ano, “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome”. Pela parte da tarde a juventude terá um momento de oficinas, podendo optar entre: Teatro, Estêncil, Percussão, Cultura Popular Gaúcha, Capoeira, Comunicação, Gênero e Agroecologia. Completando a programação do dia, a Noite Cultural.

No terceiro e último dia o acampamento, 7, uma representação dos jovens do I Acampamento da Juventude, seguira em marcha junto com outras organizações construindo o Grito dos Excluídos e Excluídas em São Miguel do Oeste.

Por Comunicação do I Acampamento das Juventudes do Campo e da Cidade

Fotografias: Comunicação do I Acampamento da Juventudes do Campo e da Cidade

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