Menina de 11 anos ajuda a criar biblioteca na comunidade

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A vontade de ajudar os moradores a lerem e de possibilitar o acesso das crianças da comunidade Vila Nova II em São Miguel do Oeste aos livros, fez com que Sabrina Crescêncio Cardoso de 11 anos, ajudasse a construir uma biblioteca. O avô da menina, Adriano Crescêncio, 70 anos, foi quem idealizou o espaço onde hoje também acontecem reuniões, missa e confraternizações. Foto: Claudia Weinman

Por Claudia Weinman (PJMP – PJR/SC)

De São Miguel do Oeste/SC

Uma menina simples, mas com um grande sonho: Criar uma biblioteca na sua comunidade para facilitar o acesso das crianças aos livros e consequentemente, auxiliar os moradores mais antigos a lerem. O que para muitos parece ser impossível, para Sabrina Crescêncio Cardoso, de 11 anos que mora na Vila Nova II em São Miguel do Oeste, tem se tornado realidade graças a doação de exemplares e cadernos feita pelos próprios moradores da vila e também, por órgãos públicos.

O padrasto de Sabrina, Vanderlei dos Santos, 37 anos, é diarista. Ele conta que ajudou a criar a biblioteca. “Tivemos a ideia a partir de uma pessoa que trabalha na universidade. Eu não sei ler e pensei que com a biblioteca outras pessoas pudessem aprender”, relata.

Os seis livros doados inicialmente multiplicaram-se durante os nove meses que a biblioteca está funcionando. “Cada um sabia que tinha a biblioteca na comunidade e foram trazendo livros”, comenta.

Sabrina costuma ler história para as crianças da Vila Nova II. Ela conta que gosta de ler e quer ser professora de Pedagogia. “Às vezes eu aprendo mais nos livros. A mesma coisa que aprendo aqui aprendo na escola”, argumenta a menina de apenas 11 anos.

A mãe de Sabrina, Selvina Crescêncio, 48 anos, diz que a menina costuma ajudar as crianças da comunidade a fazer o tema de casa, mas Selvina avalia a função como sendo muito ‘puxada’, por considerar a filha nova demais. “Às vezes no sábado ela ficava ali com cinco crianças ajudando, e eu achei que isso era muito forte pra ela. Tinha dias que doía toda cabeça dela de noite, eu dava remédio e não passava e era de tanto estudar”, contextualiza a mãe.

Selvina conta ainda que a filha costuma deixar a biblioteca organizada. Ela diz que neste ano de 2015, a promotoria local providenciará um profissional para dar aula de alfabetização. “A Sabrina tem todas as fichas para o controle de quem pega os livros emprestados. Tem tudo na caixinha.  Quem perde paga 0,50 centavos, é a lei.”, explica.

O avô de Sabrina, Adriano Crescêncio de 70 anos foi o idealizador do espaço onde a biblioteca está concentrada hoje. Ele conta que o salão foi criado para ser uma igreja, mas que a comunidade utiliza para fazer festa, reunião, pesagem das crianças entre outras atividades. “A gente não tinha nenhum lugar pra fazer um velório quando morria alguém, daí fizemos essa igreja, o padre Reneu é que vem rezar a missa uma vez por mês e hoje, virou biblioteca também”, conta ele.

O salão é utilizado também para confraternização do moradores. Conforme Vanderlei, todos os sábados é feito sopa no tacho para 40 crianças da comunidade. “Só no último mês é que paramos de fazer porque não tinha mais condição. Até estamos precisando de ajuda para fazer. Mas é um momento que reúne toda as pessoas para confraternizar”, enfatiza.

DOAÇÕES

Para quem tiver interesse em fazer doações de livros ou contribuir com a sopa no tacho, o telefone para contato é (49) 91127339 com Vanderlei.

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